Diretor da equipa de Jakobsen ameaça com queixa-crime contra Groenewegen

Diretor da equipa de Jakobsen ameaça com queixa-crime contra Groenewegen
Redação com Lusa

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"Já apresentámos uma queixa na UCI e vamos fazer a mesma coisa na polícia da Polónia", disse Patrick Lefevere

O diretor da equipa Deceuninck-Quick Step, Patrick Lefevere, confirmou hoje que vai apresentar uma queixa-crime contra o ciclista holandês Dylan Groenewegen, face à sua responsabilidade na grave queda de Fabio Jakobsen na Volta à Polónia.

"Foi um gesto muito sujo de Groenewegen. Não fazemos este tipo de coisas. Já apresentámos uma queixa na UCI e vamos fazer a mesma coisa na polícia da Polónia. Não vamos deixar isto passar", disse Lefevere à agência belga.

Na quarta-feira, no "sprint" final da primeira etapa da Volta a Polónia, em Katowice, Jakobson (Deceuninck-Quick Step) estatelou-se nas barreiras de proteção, depois de ser "apertado" por Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma).

O holandês, de 23 anos, sofreu graves lesões, nomeadamente na zona da cabeça e rosto, e foi operado ao longo de cinco horas, mantendo-se em coma induzido, em estado grave, mas estável, de acordo com os médicos.

A queda de Jakobsen acabou por provocar uma 'onda' de outras quedas, incluindo a do próprio Groenewegen, já depois de cruzar a meta, com vários ciclistas a acabarem por ir para o hospital, nomeadamente Marc Sarreau, com um traumatismo nas costas e roturas ligamentares múltiplas, Damien Touzé (Cofidis), com uma tripla fratura numa mão ou o espanhol Eduard Prades, com uma fratura numa vértebra.

"Olho para o "sprint" uma dezena de vezes. Não consigo compreender a ação de Groenewegen, um ciclista deve permanecer na sua linha", justificou o diretor da Deceuninck-Quick Step.

O responsável repetiu a indicação de que a equipa medica vai tentar hoje acordar Jakobsen, explicando que o ciclista não tem órgãos vitais atingidos, mas que fraturou quase todos os ossos do rosto: "É verdadeiramente grave".