Controlo que suspendeu Raúl Alarcón foi uma semana depois do seu acidente

Controlo que suspendeu Raúl Alarcón foi uma semana depois do seu acidente

W52-FC Porto vai defender o bivencedor da Volta a Portugal, suspenso provisoriamente pela União Ciclista Internacional, num caso que considera igual ao de Rui Vinhas.

Foi um controlo antidoping surpresa no final de junho, quando Raúl Alarcón se encontrava em casa a recuperar do grave acidente que sofrera no Grande Prémio Abimota, que levou a União Ciclista Internacional (UCI) a suspender o vencedor das edições de 2017 e 2018 da Volta a Portugal.

O facto de Raúl Alarcón se encontrar medicado, e também ter os valores sanguíneos alterados devido a um choque com um automóvel, no qual fraturou a clavícula e algumas costelas - foi obrigado a uma intervenção cirúrgica -, leva a W52-FC Porto a acreditar que a defesa que apresentará, por intermédio de um advogado e contando com os registos e declarações do médico que o operou, irá ilibar o valenciano de 33 anos.

Para a equipa portista, este caso é muito semelhante ao de Rui Vinhas, também suspenso provisoriamente devido a um controlo antidoping feito após o grave acidente que sofreu na Volta a Portugal de 2018. Vinhas seria suspenso um mês, por não ter a declaração médica quando foi chamado ao controlo.

Faltará ainda saber, pois a informação divulgada pela UCI é pouco precisa, se o problema se prende com um medicamento ou com anomalias no passaporte biológico. Esta última possibilidade é mais séria, pois implica violações anteriores e pode significar uma suspensão de quatro anos, caso Alarcón seja considerado culpado.