"Com pouco investimento, maximizamos o que temos como poucos no mundo"

"Com pouco investimento, maximizamos o que temos como poucos no mundo"
Redação com Lusa

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Declarações de Gabriel Mendes, selecionador nacional

Iuri Leitão disse esta segunda-feira que a medalha de prata conquistada, no domingo, em França, nos campeonatos do mundo de ciclismo de pista, na vertente de eliminação, foi "o maior feito" da sua carreira.

Na chegada ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, acompanhado da restante comitiva nacional, o ciclista português elogiou o selecionador nacional.

As palavras de Iuri Leitão deixam Gabriel Mendes, selecionador nacional, "cheio de orgulho" pelo trabalho desenvolvido, lembrando o percurso vitorioso do ciclismo de pista português.

"Trabalhamos literalmente em alto rendimento, porque, com pouco investimento, maximizamos o que temos como poucos no mundo. No rácio entre o que gastamos e o que conquistamos e produzimos, já temos 51 medalhas nos últimos anos", vincou o técnico.

Gabriel Mendes considera que "para manter o atual nível de resultados é preciso aumentar recursos e investimento" na vertente de pista, considerando que a modalidade "tem grande potencial de crescimento e de atração de novos atletas".

"Estes resultados geram o interesse nos mais jovens, e já temos vários atletas que fazem um processo paralelo entre o ciclismo de estrada e pista. É natural que haja mais jovens a querem participar e é importante que o país tire partido desse interesse para o rentabilizar em ainda melhores resultados", vincou o selecionador nacional.

Delmino Pereira, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, mostrou-se ciente da necessidade de dar sequência aos bons resultados na pista, e aponta um trabalho feito nesse sentido, espelhado num aumento de 15% no número de atletas filiados.

"Temos batido recordes nos êxitos conquistados nos mundiais e europeus, com uma onda positiva que nos dá boas perspetivas para o futuro. Os atuais atletas da seleção nacional têm sido fantásticos e ajudam a estimular novos praticantes", disse o dirigente.

Delmino Pereira lembrou que o "novo ciclista é global", com os corredores a participarem nas diferentes vertentes da modalidade, considerando que o ciclismo de pista "é uma escola de excelência que frequentemente alavanca a carreira na estrada".

Com o êxito de Iuri Leitão nestes campeonatos do mundo, Portugal já soma, no seu historial, três presenças no pódio na maior competição de ciclismo de pista, depois da prata de Ivo Oliveira, em perseguição individual, em 2018, e do bronze de Maria Martins, em scratch, em 2020.