André Greipel não perdeu o gosto pelas vitórias

André Greipel não perdeu o gosto pelas vitórias

André Greipel apareceu hoje para recordar o porquê de ter sido o ciclista mais vitorioso de 2014, vencendo ao 'sprint' a quinta e última etapa da 41.ª Volta ao Algarve, que consagrou Geraint Thomas (Sky) como grande vencedor.

Em terras algarvias, André Greipel andou discreto até este domingo, mas, em Vilamoura, confiou no trabalho da Lotto Soudal para alcançar a sua terceira vitória de etapa na Volta ao Algarve, depois das conquistadas em 2010 e 2011, e a 121.ª da carreira.

"Foi uma vitória da equipa, o meu 'comboio' de lançamento estava onde devia estar e, na verdade, não precisei de fazer muito, apenas seguir o plano", resumiu o alemão de 32 anos, que foi o ciclista com mais triunfos na temporada passada (16).

Último dia, última hipótese de mostrar as camisolas na 'Algarvia', por isso Pawel Bernas (ActiveJet), Diego Rubio (Efapel) e Imanol Estevez (Murias Taldea) apressaram-se a sair do pelotão logo ao quilómetro seis, pouco depois da partida de Almôdovar. Despeitada por não estar na fuga, a Caja Rural moveu a perseguição, anulando-a 72 quilómetros depois.

Pawel Bernas não desistiu e, desta vez, levou na roda Luis Mas, o representante da Caja Rura, e Benat Txoperena (Murias Taldea). Ao trio uniram-se, antes da primeira passagem pela meta, em Vilamoura, o português Micael Isidoro (Louletano-Ray Just Energy) e David De la Fuente (Efapel), mas a tentativa dos cinco, depois sete com a incorporação de Jonathan Castroviejo e Adriano Malori (Movistar), saiu frustrada, quando faltavam percorrer apenas dois quilómetros dos 184,9 da quinta tirada.

No sprint final, pela terceira vez na 'Algarvia', Greipel foi o mais forte, impondo-se por larga margem a Tom van Asbroeck (Lotto NL-Jumbo) e Raymond Kreder (Team Roompot), alvo de um protesto da Katusha por, alegadamente, ter encostado o quarto classificado, Rudiger Selig, às barreiras, e posteriormente desclassificado, para ascensão na classificação do 'sprinter' da equipa liderada por José Azevedo.

Creditado com as mesmas 4:15.40 horas do alemão da Lotto Soudal, Geraint Thomas cortou a meta impassível, mas feliz por suceder no palmarés a Michal Kwiatkowski (Etixx-QuickStep), o segundo da edição deste ano, a 27 segundos do vencedor.

"Isto é fantástico. Não ganho com muita frequência, mas olhando para a lista dos últimos vencedores e para as equipas presentes é uma sensação ótima ganhar uma etapa e defender a amarela até ao final", reconheceu o galês, de 28 anos.

Cai o pano sobre a 41.ª Volta ao Algarve, mas não sem antes destacar a prestação de Tiago Machado, terceiro a 1.11 minutos do ciclista da Sky, e de um trio, discreto, de portugueses que, apesar de não ter estado na discussão da amarela, sai do primeiro teste da temporada com nota mais do que positiva.

São eles Sérgio Sousa, que na primeira corrida com a LA-Antarte demonstrou o seu potencial que passou despercebido pelo trabalho de equipa nas últimas épocas, ao ser o melhor português das formações nacionais (15.º), José Mendes (Bora-Argon 18), que acabou um lugar abaixo, depois de uma grande exibição no Malhão, e Ricardo Mestre (17.º), que comprovou a teoria de que só é 'feliz' no Tavira.