"São rivalidades Benfica-FC Porto e que vêm do futebol"

"São rivalidades Benfica-FC Porto e que vêm do futebol"

O presidente do Maia Basket não responsabiliza o Benfica, mas assinala que o seu clube nunca "abandonaria uma equipa em nossa casa".

"Estávamos a jantar no restaurante designado pela organização e estávamos sentados à mesa, apenas nos tinham servido a sopa e as bebidas, quando fomos interpelados por uma pessoa que nos disse que o Nuno Marçal não podia estar ali. Depois apareceram mais pessoas e despejaram a sopa em cima do Nuno Marçal, causando-lhe queimaduras", contou a O JOGO, Rui Lopes, presidente do Maia Basket.

E prosseguiu. "Ligámos ao senhor Pinto Alberto [vice-presidente da Federação de Basquetebol de Portugal], a única pessoa que nos tentou apoiar, e aguardámos. Ele disse-nos que não estava a encontrar os seguranças do estádio. Ligámos ao 112, chamámos o carro patrulha, não porque tenhamos sido agredidos, mas porque estávamos sozinhos e não sabíamos o que podia vir a acontecer. Às 22h15 deixámos o local e fomos jantar às Caldas da Rainha".

O dirigente maiato faz questão de separar as águas e culpa o futebol. "Não queremos guerras com o Benfica. O Benfica não tem culpa que os adeptos tenham este tipo de comportamento. O que pedimos é que nos respeitem e se preocupem connosco. Nós também não somos responsáveis pelo que outros fazem, mas nunca abandonaríamos uma equipa em nossa casa. Vamos fazer uma exposição à federação, Benfica e Associação do Porto", esclareceu.

"O que nos entristece é que isto significa que o futebol se mistura com o basquetebol. Estes não deviam ser adeptos do basquetebol, porque no estádio estava muito pouca gente. Isto são rivalidades entre Benfica e FC Porto e que vêm do futebol", disse ainda.

"Uma palavra ao Nuno Marçal, que é um ícone da modalidade e que não ficou mais pequeno por ter vindo jogar para um clube pequeno. Deu num passo atrás na sua carreira para continuara fazer o que mais gosta. E quero agradecer aos meus jogadores que se portaram como homens, não reagiram às provocações e estiveram solidários com o Nuno Marçal", finalizou.