"Sabia que era difícil recuperar, mas acreditava"

"Sabia que era difícil recuperar, mas acreditava"

Nuno Manarte, treinador da Ovarense, sabia que a equipa tinha energia para dar a volta ao jogo dos quartos de final da Taça de Portugal, e agora prepara-se para o adversário mais forte, a Oliveirense.

Nuno Manarte, treinador da Ovarense, que esta sexta-feira eliminou o Benfica (64-65) dos quartos-de-final da Taça de Portugal em basquetebol, depois de recuperar de uma diferença de 17 pontos, contou que a equipa sempre lhe inspirou confiança para dar a volta ao jogo. "Com 17 pontos de desvantagem contra uma equipa como o Benfica, sabia que era difícil recuperar, mas acreditava nisso, até porque não estávamos no máximo das nossas capacidades e ainda era muito cedo", explicou. Para o triunfo "não há segredos, não há uma chave", assegurou: "Se eu soubesse tudo, era uma maravilha. Acho que conseguimos, em vários momentos, estar, em termos físicos, num nível maior do que o Benfica, condicionando o seu ataque. Estavam a jogar da forma que queriam e, a partir do momento em que começámos a condicionar isso, foi mais difícil. Quando o jogo aperta, o cesto parece que tem outro tamanho."

O treinador da Ovarense elogiou a atitude do coletivo: "A equipa foi dura, agressiva e jogou olhos nos olhos com o Benfica. O emparelhamento entre o João Fernandes e o Corcontae Deberry aumentou a nossa capacidade física e, por coincidência ou mérito, essa dupla esteve em alguns dos nossos melhores momentos."

"Contra a Oliveirense, não há receitas", adiantou, a pensar no próximo passo: "Há que descansar, desfrutar da vitória sobre o Benfica. Só nos calhava ficar à porta e perder por poucos neste tipo de jogos e, desta vez, conseguimos ganhar. Dá-nos algum conforto e alento sentir que lhes podemos ganhar. Espera-nos uma tarefa complicada contra a equipa que joga melhor basquetebol em Portugal. É um jogo dificílimo de prever."