Esforço para chegar à NBA: Neemias Queta treinou numa igreja durante o confinamento

Esforço para chegar à NBA: Neemias Queta treinou numa igreja durante o confinamento
Catarina Domingos

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Poste dos Utah Aggies recordou a O JOGO como viveu os tempos de crise sanitária nos EUA, dias que superou com o colega e amigo Diogo Brito, entretanto transferido para Espanha

Filho de pais guineenses, nascido em Lisboa e criado no Barreiro, Neemias Queta já não visita Portugal desde o Europeu de Matosinhos, no verão de 2019, tendo passado pela crise pandémica sempre nos Estados Unidos, ao serviço dos Utah Aggies, e durante alguns meses na companhia do português e colega de equipa Diogo Brito, depois sozinho.

"Quando a covid-19 começou, não podíamos usar o pavilhão nem nada. Na universidade estava tudo fechado. Tivemos de arranjar maneiras de treinar. Ia sempre lançar a uma igreja com o Diogo, quando ele estava cá. Depois, ele foi-se embora e eu treinava sozinho. Consegui trabalhar muito. Se não conseguisse ir à igreja, treinava na rua", conta Queta a O JOGO.

O amigo Diogo Brito, agora jogador da Ourense de Espanha, tem feito falta esta época. "Era uma peça fundamental para mim. Passava o dia quase todo com ele, falávamos a toda a hora. E ter outra pessoa aqui para falar português dava muito jeito. Já perdi um pouco do meu português, misturo muito", assume.

Outro colega especial do poste português foi Sam Merrill, agora atleta dos Milwaukee Bucks, depois de ter sido 60.ª escolha do Draft por New Orleans. "Vê-lo na NBA deixa-me muito feliz, dá-me mais motivação, sabendo que posso chegar lá a qualquer momento", refere Neemias Queta.