Até o piso querem ter na Disney: as mais mirabolantes ideias na NBA

Até o piso querem ter na Disney: as mais mirabolantes ideias na NBA
Catarina Domingos

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Houve criatividade na sugestão de propostas para compensar a ausência de público, mas é difícil que sejam aceites. "Não criar outros problemas ao encontrar a solução" tem sido a máxima na liga.

Ao fim de quase três meses de espera, será esta quinta-feira, pelas 17h30 portuguesas, que o Conselho dos Governadores da NBA, composto pelas 30 equipas da liga, dará o aval para o recomeço da temporada a 31 de julho, tendo como sede única a Disney World de Orlando, no estado da Flórida.

O regresso tem gerado todo o tipo de desafios, desde a segurança sanitária a questões logísticas como ter familiares dos jogadores a partir de certa altura, passando pelo calendário e formato competitivo.

Não havendo público nas bancadas, a mais recente preocupação de algumas equipas tem sido garantir formas de compensar o fator-casa, que se vai perder. A ESPN deu a conhecer as ideias, algumas mirabolantes. As propostas mais simples passam por dar a primeira posse de bola à formação que teria fator-casa no início do segundo, terceiro e quarto parciais; permitir eleger um atleta que possa cometer sete faltas pessoais (em vez das normais seis), ou ter um pedido-extra para a revisão das decisões dos árbitros. Mas também se propôs que equipa da casa leve para Orlando o piso em que joga no seu pavilhão, para aumentar a sensação de familiaridade, que exista uma ordem de preferência para a escolha dos hotéis no gigantesco complexo ou mesmo que o primeiro classificado de cada conferência escolha o adversário na ronda inaugural do play-off!

Sendo necessários dois terços de aprovação, mais o sim do sindicato dos jogadores, a própria cadeia norte-americana assinala que será muito difícil alguma das sugestões terem viabilidade, embora tenham sido discutidas. Mike Budenholzer, técnico dos Milwaukee Bucks, detentores do melhor registo à data da paragem, considera que a benesse das sete faltas pessoais poderia ter influência, mas arrumou rapidamente o assunto: "Só estou na esperança de jogar, não me interessa se nos dão vantagem pelo fator-casa. Só quero ter a certeza de que se vai jogar, que chegamos a Orlando e que lutaremos pelo título no play-off."

Vão 22 equipas a Orlando
Com dois modelos em discussão nos últimos dias, a NBA vai propor o recomeço em Orlando com a presença de 22 das 30 equipas, numa temporada que pode ir no máximo até dia 12 de outubro, data à qual se seguirá o Draft e o mercado de transferências - a época de 2020/21 pode começar no Dia de Natal (como em 2011/12) ou, no limite, em janeiro do próximo ano.

Além dos oito melhores de cada conferência à data da paragem(11 de março), rumam à Disney as seis formações que estão a seis jogos de uma posição de play-off (New Orleans, Portland, San Antonio, Sacramento e Phoenix do Oeste e Washington de Este) para todos disputarem mais oito partidas da fase regular. Antes do play-off, que terá o sistema tradicional (rondas à melhor de sete), há a eventualidade de existir um torneio play-in entre o 8.º e 9.º, pela última vaga da fase a eliminar, se a diferença entre ambos for inferior a quatro vitórias. Se houver play-in, o oitavo só precisará de um triunfo para garantir o lugar, o nono de dois.

O formato necessita de uma aprovação de 75 por cento do Conselho dos Governadores para avançar, mas o consenso é grande, segundo os meios norte-americanos.