Ouro de Jessica Inchude e dois recordes sub-23 na jornada dos Ibero-Americanos

Ouro de Jessica Inchude e dois recordes sub-23 na jornada dos Ibero-Americanos
Redação com Lusa

Tópicos

O ouro de Jessica Inchude no lançamento do peso e os recordes nacionais sub-23 nas provas combinadas, de Edgar Campre e Mariana Bento, foram os destaques de Portugal, este sábado, em Alicante, no segundo dia dos Campeonatos Ibero-Americanos de atletismo.

Ao triunfo de Jessica Inchude juntam-se mais três medalhas de prata e quatro de bronze no dia, o que coloca Portugal em sexto de um quadro de medalhas amplamente dominado pelos espanhóis, já com 11 triunfos (em 25 possíveis) e 21 medalhas arrecadadas.

Com Auriol Dongmo dispensada da competição, Jessica Inchude fez bem as honras do lançamento do peso luso e atirou a 18,07 metros, muito perto dos 18,19 da semana passada, no 'meeting' de Faro.

Inchude reforça a posição no 'ranking' mundial e fica assim mais perto do apuramento para os Mundiais que vão decorrer em julho, em Eugene, Estados Unidos.

Em momento mais atrasado de forma está Eliana Bandeira, quinta com apenas 16,95.

Uma das medalhas de prata da jornada foi para Edgar Campré, no decatlo, com excelentes 7.729 pontos no fim das dez provas em dois dias de programa.

Para o jovem de 22 anos é recorde pessoal por larga margem, tornando-se o segundo melhor português de sempre, atrás do recordista nacional, Mário Aníbal.

A pontuação hoje obtida pelo antigo são-tomense torna-o recordista nacional sub-23, destronando justamente Mário Aníbal, que fez 7.570 em 1993, em Lisboa.

Mariana Bento, de 20 anos apenas, ainda não chegou ao pódio, sendo quarta no heptatlo, mas a excelente marca de 5.418 pontos projeta-a para quarta portuguesa de sempre e nova recordista nacional sub-23.

O anterior melhor registo de sub-23 era de Rafaela Vitorino - 5.347, feitos em 2015 em Wroclaw, na Polónia.

A série de medalhas ganhadas pelos lusos começou logo de manhã, com Ana Cabecinha a ser terceira nos 10.000 metros marcha, com 44.23,69 minutos, a sua melhor marca da época.

Triunfou a espanhola Laura Garcia-Caro, à frente da peruana Kimberly Garcia, recente vencedora do Grande Prémio de Rio Maior, em 20 km marcha.

Rúben Miranda, com 5,35 metros no salto com vara, e a estafeta feminina de 4x100 metros, que concluiu em 44,82, foram as medalhas de prata da sessão da tarde, além de Gerson Campré.

O quarteto português foi constituído por Patrícia Rodrigues, Rosalina Santos, Olímpica Barbosa e Lorene Bazolo.

Pedro Buaró foi quarto no salto com vara, enquanto a estafeta masculina falhou uma das transmissões do testemunho e não concluiu a corrida.

Emanuel Sousa foi terceiro no lançamento do disco, com 56,68, bem à frente do outro luso, Edujosé Lima, sexto com 53,78.

Bronze também para Salomé Afonso nos 1.500 metros, que terminou em 4.17,35, e Tiago Pereira no triplo salto, com 16,71, o seu melhor da época.

Pelo quarto lugar ficaram o saltador em altura Gerson Baldé (2,21 metros) e o quatrocentista João Coelho (45,88 segundos). Quanto a Cátia Azevedo, a campeã em 2018, foi agora quinta classificada com a melhor marca do ano (51,58 segundos).

Na final dos 3000 metros obstáculos, Joana Soares foi sétima com a marca de 9.56,27.

Os barreiristas João Vitor Oliveira (segundo com 14,09 segundos) e Abdel Larrinaga (terceiro, com 15,20 segundos) estiveram nas semifinais e apuraram-se para final de domingo.

O mesmo aconteceu nos 200 metros a Lorene Bazolo (primeira, com 23,45) e Rosalina Santos (terceira, com 24,30).

Fora da final dos 200 metros ficaram os velocistas Delvis Santos (quarto na semifinal, com 21,44 segundos) e Wilson Pedro (quinto com 21,70 segundos).

Os Campeonatos Ibero-Americanos terminam domingo, com a última jornada de pista a partir das 17:00, após corridas de meia maratona de manhã.