"Obrigado Federação de Atletismo pelo docinho e por logo a seguir me fazerem sentir um lixo"

"Obrigado Federação de Atletismo pelo docinho e por logo a seguir me fazerem sentir um lixo"
Redação com Lusa

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Marchadora Sandra Silva lamenta ausência dos Europeus de atletismo

A atleta de marcha Sandra Silva lamenta a ausência da convocatória para representar Portugal nos Campeonatos Europeus de atletismo, que se disputam em Munique, Alemanha, de 15 a 21 de agosto.

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, a marchadora, que esteve recentemente presentes nos Mundiais de Eugene'2022, referiu que, apesar de "cumprir todos os requisitos impostos" pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), acabou por ficar de fora, esclarecendo que não abdicou da presença na competição.

"Fiquei de fora porque estou muito aquém das expectativas, mesmo com um recorde pessoal. Obrigado FPA pelo docinho e por logo a seguir me fazerem sentir um lixo", afirmou a atleta.

Nos Mundiais, Sandra Silva concluiu a prova dos 35 quilómetros marcha na 35.ª posição, com o tempo de 3:17.23 horas, a 38.07 minutos da vencedora.

A marchadora está na lista de atletas elegíveis para o Europeus nos 35 quilómetros marcha, mas acabou por ficar de fora.

A FPA confirmou quarta-feira a presença de 43 atletas nos Europeus, a maior delegação de sempre, que integra, pela primeira, um saltador em altura (Gerson Baldé), um lançador de dardo (Leandro Ramos) e uma estafeta de 4×400 metros.

Além de Pichardo, campeão olímpico em Tóquio'2020 e mundial em Eugene'2022, destacam-se na seleção portuguesa Patrícia Mamona, medalha de prata no triplo em Tóquio'2020, João Vieira, quarto nos 50 km marcha dos últimos Jogos Olímpicos, e Auriol Dongmo, quarta em Tóquio'2020.

João Vieira, com a sétima presença, vai tornar-se no atleta luso com mais participações Europeus, enquanto Inês Henriques, Sara Moreira e Patrícia Mamona vão chegar à sexta presença, o mesmo número que tem Fernanda Ribeiro.

Portugal conquistou 36 medalhas em Campeonatos da Europa de atletismo, 15 delas de ouro, 13 de prata e oito de bronze.

Rosa Mota subiu ao lugar mais alto do pódio na maratona em Atenas'1982, Estugarda'1986 e Split'1990, enquanto na maratona de Helsínquia'1994 e de Budapeste'1998 a vencedora foi Manuela Machado.

Já Fernanda Ribeiro foi ouro nos 10.000 metros Helsínquia'1994, distância em que António Pinto venceu em Budapeste'1998 e Dulce Félix triunfou em Helsínquia'2012.

Na velocidade, Francis Obikwelu venceu os 100 metros em Munique'2002 e Gotemburgo'2006, local onde também venceu os 200 metros.

Mais recentemente, Patrícia Mamona ganhou o triplo e Sara Amoreira a meia-maratona em Amesterdão'2016, enquanto Nélson Évora, no triplo, e Inês Henriques, nos 50 km marcha, venceram em Berlim'2018.

Assim, Portugal vai apresentar na Alemanha três atletas que já subiram ao lugar mais alto do pódio em Europeus: Patrícia Mamona, Inês Henriques e Sara Moreira.

Depois de Berlim'2018, os Europeus voltam a disputar-se na Alemanha, uma vez que a edição de 2020, prevista para Paris, ter sido cancelada devido à pandemia de covid-19.