Maratona de Lisboa com mais de seis mil inscritos

Maratona de Lisboa com mais de seis mil inscritos

Carlos Móia sonha chegar aos dez mil participantes na prova marcada para 20 de outubro. Entre os principais candidatos à vitória destacam-se Samuel Wanjiku, vencedor em 2014, e Eunice Jeptoo, que conquistou a maratona de Eindhoven, há dois anos.

O presidente do Maratona Clube de Portugal, Carlos Móia, anunciou, esta segunda-feira, que a sétima edição da Maratona de Lisboa já conta mais de seis mil inscritos, mas ambiciona atingir no futuro a fasquia dos dez mil participantes.

Na apresentação da Maratona de Lisboa - que liga os concelhos de Cascais, Oeiras e Lisboa - e da Meia Maratona - com início na Ponte Vasco da Gama -, o responsável pela organização do evento de 20 de outubro admitiu que a corrida de 42 quilómetros terá de aumentar os níveis de adesão para poder elevar o cartaz de atletas estrangeiros convidados.

"Penso que a Maratona devia chegar aos 10 mil, seria um número simpático para ser uma maratona. Não é fácil, há muitas maratonas, mas penso que todo este trabalho que estamos a fazer com as SuperHalfs - o conjunto das cinco melhores meias maratonas do mundo que começa no próximo ano - vai ajudar a trazer mais gente a Portugal", afirmou, acrescentando: "Não acredito que seja já no próximo ano, mas acredito que, degrau a degrau, vamos atingir".

Carlos Móia acentuou, ainda assim, o facto de já estarem garantidos para a maratona de 20 de outubro aproximadamente "quatro mil estrangeiros", enquanto a meia maratona que percorre a Ponte Vasco da Gama no mesmo dia conta, para já, com cerca de "três mil inscritos".

Sobre o desejo de reconquistar o recorde do mundo da meia maratona para Lisboa - que pertenceu à corrida que percorre a Ponte 25 de Abril no mês de março entre 2010 e 2018 -, e que este domingo foi alcançado em Copenhaga pelo queniano Geoffrey Kamworor, o líder do Maratona Clube de Portugal jogou à defesa, mas, reconheceu que "é fantástico" como lançamento para a nova série de "meias" que vai integrar a partir de 2020 as cidades de Lisboa, Copenhaga, Cardiff, Praga e Valência.

"Todos os dias aparecem novos atletas, principalmente africanos, que, do nada, aparecem a bater recordes do mundo. Os melhores vão estar presentes: atletas com pódios em Nova Iorque, Boston, Pequim, Londres, etc. Na meia maratona temos um lote excelente e na maratona ainda não é aquilo que sonho, mas temos de ir para os dez mil inscritos para termos mais dinheiro para convidar", frisou.

No mesmo sentido, Carlos Móia enfatizou a necessidade de "fazer um percurso mais rápido" para ir ao encontro dos interesses dos atletas, embora tenha já admitido que "não é fácil encontrar um trajeto" novo.

Entre os principais candidatos à vitória na maratona de Lisboa destacam-se os nomes do queniano Samuel Wanjiku, vencedor da edição de 2014, e a compatriota Eunice Jeptoo, que conquistou em 2017 a maratona de Eindhoven.