Ministro fala em "direito moral" do atletismo russo

Ministro fala em "direito moral" do atletismo russo

Ministro russo defende presença do atletismo russo nos Jogos Olímpicos deste ano.

O ministro russo dos Desportos, Vitali Moutko, disse que o atletismo da Rússia, suspenso, a título provisório, de todas as competições internacionais, por suspeitas de doping, "tem o direito moral" de estar presente dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

"Estamos a fazer tudo para que a suspensão seja levantada. Substituímos funcionários e treinadores suspeitos. Os nossos atletas têm mo direito moral de estar no Rio", considerou Vitali Moutko, em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, publicada hoje.

Em novembro de 2015, uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (AMA) elaborou um relatório que denunciou suspeitar de "doping organizado" em grande escala na Rússia, o que motivou a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) a suspender a filiada russa de todas as competições internacionais.

O organismo decidirá a 17 de junho se a Rússia é readmitida com todos os direitos no atletismo internacional.

Em março, a IAAF já tinha adiado para maio uma "decisão definitiva" sobre a situação, que tem impedido a presença de atletas russos em competições internacionais e levou a novas localizações para eventos que estavam atribuídos à Rússia.

Na ocasião, foi dito que a federação russa ainda tinha meses de trabalho pela frente para cumprir todos os critérios de luta antidopagem.

Por imposição da IAAF, a Rússia elegeu novo presidente para a federação, alterou o funcionamento a agência antidopagem do país e afastou os treinadores envolvidos na dopagem maciça.

Desde o início do ano, a AMA contabilizou 172 casos de doping por meldonium, entre ao quais cerca de 40 atletas russos, entre eles a tenista Maria Sharapova, desde que a substância começou a fazer parte da lista de substâncias proibidas.