A longevidade de Évora e a incrível vitória de um sueco de 18 anos

A longevidade de Évora e a incrível vitória de um sueco de 18 anos

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No último dia em Berlim, Évora logrou o grande título ao ar livre que lhe faltava, 11 anos depois de ser campeão do mundo

O português Nélson Évora sagrou-se campeão europeu do triplo salto, em Berlim, continuando a provar ser um caso raro de longevidade, enquanto a britânica Dina Asher-Smith conseguiu o terceiro ouro nos Europeus de atletismo.

No último dia em Berlim, Évora logrou o grande título ao ar livre que lhe faltava, 11 anos depois de ser campeão do mundo e 10 desde o ouro olímpico em Pequim2008.

Aos 34 anos, o atleta do Sporting continua a revelar uma longevidade pouco comum na pista e hoje conseguiu, ao quinto ensaio, a marca de 17,10 metros, a sua melhor da temporada.

O português conseguiu, no último dia dos Europeus, o segundo ouro luso, depois de Inês Henriques ser campeã europeia dos 50 km marcha, ao saltar mais longe do que o principal favorito, o seu colega de treino Alexis Copello, do Azerbaijão, que terminou segundo, e o grego Dimitrios Tsiámis, terceiro.

A carreira do português passa a incluir mais um capítulo 'dourado', a juntar ao ouro olímpico, quatro medalhas em Mundiais, duas de ouro em Universíadas, além de dois bronzes em Mundiais de pista coberta - o último dos quais já este ano - e dois ouros em Europeus de pista coberta.

Entre 2010 e 2012, várias lesões afetaram uma carreira até aí brilhante, mas a recuperação acabou por devolver o atleta aos pódios das grandes competições, conquistando hoje a 10.ª grande medalha.

Na estafeta feminina de 100 metros, a britânica Dina Asher-Smith voltou a 'brilhar', depois de já se ter sagrado campeã europeia nos 100 e nos 200 metros, ao juntar um terceiro ouro à participação.

Asher-Smith, Asha Philip, Imani Lansiquot e Bianca Williams fixaram o melhor tempo mundial da época, com 41,88 segundos, e a velocista chegou a um terceiro ouro nestes Europeus, e o quarto depois do título dos 200 metros de 2016, continuando uma carreira ascendente aos 22 anos.

A medalha de bronze olímpica nos 4x100 metros nos Jogos do Rio2016 tem o 22.º melhor registo nos 200 metros, o 35.º nos 100 metros e tornou-se, em Berlim, a primeira britânica a correr o duplo hectómetro abaixo dos 22 segundos.

A estafeta masculina também sorriu ao Reino Unido, que triunfou com um tempo de 37,80 segundos, à frente da Turquia, medalha de prata, e da Holanda.

Portugal, com José Lopes, Diogo Antunes, Frederico Curvelo e Carlos Nascimento, terminou a final no sétimo lugar e registou a melhor marca da temporada (39,07 segundos).

Nos 1.500 metros femininos, Marta Pen terminou em sexto lugar, num título que foi para a britânica Laura Muir, enquanto a holandesa Sifan Hassan ganhou o ouro nos 5.000 metros a estabelecer um novo recorde da competição.

O último dia de provas em Berlim arrancou com as maratonas masculina e feminina, com o belga Koen Naert a vencer a primeira, com novo recorde de Europeus, enquanto a bielorrussa Volha Mazuronak dominou o pelotão feminino.

No salto com vara, o sueco Armand Duplantis, de apenas 18 anos, sagrou-se campeão europeu, com um salto de 6,05 metros, já a 10.ª melhor marca mundial de sempre.

A Polónia colocou duas atletas no pódio do lançamento do martelo, com Anita Wlodarczyk a vencer o ouro e Joanna Fiodorow o bronze, com a franceas Alexandra Tavernier a ficar com a prata.

Nos 3.000 metros barreiras, Gesa-Felicitas Krause, da Alemanha, é a nova campeã europeia.