
Jasper Philipsen, à esquerda, e Dylan Groenewegen, à direita, precisaram de photo-finish para desempatar (Anne-Christine POUJOULAT / AFP)
Neerlandês dos óculos que geram críticas regressou aos triunfos no Tour após um ano em branco ao bater Jasper Philipsen por alguns centímetros
Depois de Mark Cavendish, Dylan Groenewegen - os dois sprinters polémicos e que procuravam com mais desespero um triunfo na Volta a França já cumpriram a sua missão. Depois do histórico 35.º êxito do britânico, em Dijon foi o neerlandês a conquistar uma sexta etapa no Tour, após um triunfo em 2022 e outros quatro até 2019, no período mais áureo da sua carreira.
Foi num sprint muito apertado que o corredor da australiana Jayco-AlUla superou Jasper Philipsen, seu compatriota da Alpecin e que este ano continua em branco, depois dos quatro triunfos e camisola verde do ano passado.
Numa etapa com 163,5 km praticamente planos entre Mâcon e Dijon, o sexto dia do Tour não teve grande história. Biniam Girmay, vencedor da terceira etapa, foi o terceiro na meta e Cavendish apenas o 20.º.
Groenewegen, que ficou com a carreira marcada pelo empurrão que deu a Fabio Jakobsen na Volta a Polónia de 2020, deixando o rival em estado grave, tem-se feito notado este ano por correr com um nariz semelhante ao das máscaras de Batman colado aos seus óculos. Já existiram protestos, mas o próprio explicou que o artefacto não é perigoso e que o usa por ser... aerodinâmico.
Tadej Pogacar manteve a camisola amarela e João Almeida a oitava posição, a 1m32s do líder da corrida e da UAE Emirates. Os líderes aproveitaram para recuperar energias, pois esta sexta-feira o Tour terá mais um dia decisivo, o contrarrelógio de 25,3 km entre Nuits-Saint-Georges e Gevrey-Chambertin, que inclui uma subida de 1,6 km inclinados a 6,5%.

