Tour: Roglic e Pogacar elogiam Wout van Aert que teria dado "meia volta" para ajudar líderes

TOPSHOT - Jumbo-Visma team's Belgian rider Wout Van Aert celebrates as he cycles past the finish line to win the 4th stage of the 109th edition of the Tour de France cycling race, 171,5 km between Dunkirk and Calais, in northern France, on July 5, 2022. (Photo by Anne-Christine POUJOULAT / AFP)
Anne-Christine POUJOULAT / AFP
Belga venceu a quarta etapa da 109º edição do Tour de França
O "louco" Wout van Aert garantiu hoje que teria dado "meia volta" se Jonas Vingegaard ou Primoz Roglic, seus companheiros na Jumbo-Visma, estivessem em dificuldades quando atacou para a vitória na quarta etapa da Volta a França em bicicleta.
"Não quis correr mais o risco de perder um 'sprint'. Já há muito tempo que reconhecemos o percurso, sabíamos que seria exigente, com várias subidas e descidas. O plano era tentar qualquer coisa para a classificação geral e a camisola verde. Atacámos em força na última contagem, com esses dois propósitos em mente", explicou o belga, que tem como objetivo declarado neste Tour subir ao pódio final como vencedor da classificação por pontos.
Pelo rádio, o camisola amarela e os seus colegas ouviram que a sua movimentação fez "estragos" no pelotão e resolveram continuar a 'forçar' o ritmo, até que 'WVA' deu por si inesperadamente isolado na frente.
Uma das figuras do Tour2021, o ex-gregário de luxo da Jumbo-Visma, transformado em 'corredor livre' nesta edição, asseverou que teria dado "meia-volta" para ajudar Vingegaard e Roglic, respetivamente sexto e sétimo na geral, caso os líderes da formação neerlandesa estivessem em apuros.
"Queria mostrar que a camisola amarela dá asas. Senti-me a voar nos últimos 10 quilómetros. Ganhar uma etapa desta maneira, com o 'maillot jaune', é bonito", disse, justificando o gesto com que celebrou o seu sétimo triunfo em quatro edições da 'Grande Boucle'.
Van Aert consolidou a liderança da geral na véspera de uma etapa que, na sua opinião, será "muito difícil e nervosa".
"Metade da equipa é formada por corredores de clássicas, estamos habituados aos 'pavés'. Para nós a questão não será acabar a etapa sem problemas, temos a oportunidade de fazer qualquer coisa. Adoro uma etapa deste género no Tour", reconheceu.
A performance do belga de 27 anos mereceu elogios de colegas e adversários, a começar por Primoz Roglic, um dos seus fãs número um.
"Ele é louco, completamente louco. É meio homem, meio motor. Não podíamos esperar melhor, é simplesmente incrível. Estou verdadeiramente muito orgulhoso por fazer parte desta equipa", resumiu o vice-campeão do Tour2020, demonstrando uma vez mais a admiração pelo seu companheiro, essencial em tantas das suas vitórias.
Também Tadej Pogacar (UAE Emirates), bicampeão em título e terceiro da geral, a 32 segundos de 'WVA', se rendeu ao homem da Jumbo-Visma.
"Era claramente o mais forte hoje, 'dinamitou' toda a concorrência. É um justo vencedor", declarou.
O líder da UAE Emirates assumiu que já esperava uma movimentação da equipa neerlandesa hoje. "Van Aert estava em 'fogo'. Se há uma equipa capaz de atacar desta forma é a Jumbo-Visma. Já o fizeram antes e estão muito fortes", completou, referindo-se ao final da primeira etapa do Paris-Nice, quando Van Aert, Roglic e Christophe Laporte, terceiro hoje em Calais, ocuparam as três primeiras posições.
"Será uma etapa difícil, espero uma grande jornada e que não tenhamos quedas. Penso que nos vamos divertir muito, mas aqueles que estão no sofá em casa ainda mais", antecipou 'Pogi' sobre os 157 quilómetros entre Lille e Arenberg Porte du Hainaut, que incluem 19,4 quilómetros de 'pavé', numa réplica em menor escala da Paris-Roubaix.
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