
Andrey Rublev
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O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão interrompeu os voos em todo o Médio Oriente no sábado, e os principais aeroportos que ligam a Europa, África e o Ocidente à Ásia foram diretamente atingidos pelos ataques.
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Um "pequeno número" de tenistas está retido no Dubai, após a conclusão do torneio aí disputado, confirmou esta segunda-feira o ATP, que está "em comunicação direta com os afetados" pelo conflito no Médio Oriente.
"A saúde, a segurança e o bem-estar dos nossos jogadores, staff e pessoal do torneio são as nossas prioridades", revela a Associação de Tenistas Profissionais, num comunicado publicado na rede social X.
Os jogadores e as suas equipas estão alojados nos hotéis oficiais do ATP 500 do Dubai, "onde as suas necessidades imediatas estão a ser atendidas", informa o organismo que tutela o circuito masculino.
O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão interrompeu os voos em todo o Médio Oriente no sábado, e os principais aeroportos que ligam a Europa, África e o Ocidente à Ásia foram diretamente atingidos pelos ataques.
Entre os tenistas que não conseguiram viajar para os Estados Unidos, onde o Masters 1 000 de Indian Wells arranca na quarta-feira, estão os russos Daniil Medvedev, vencedor no domingo do torneio do Dubai, e Andrey Rublev, que se arriscam a falhar o torneio norte-americano.
"Estamos em comunicação direta com os afetados, assim como com os organizadores dos torneios e conselheiros de segurança. Neste momento, os planos de viagem continuam dependentes da avaliação das operações aéreas e de indicações oficiais", indica ainda o ATP.
Os voos a partir dos aeroportos do Dubai serão retomados hoje de forma "limitada", anunciaram as autoridades locais.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
O balanço mais recente de vítimas mortais elevou-se para 10 em Israel, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.
Entre os mortos figuram vários ministros, destacados quadros do Exército iraniano e o líder supremo do Irão, 'ayatollah' Ali Khamenei. Já o Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.

