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Federação Portuguesa de Natação
O Europeu madeirense, de 25 de janeiro a 5 de fevereiro, marca o regresso da seleção feminina a este palco, apenas pela quarta vez ao todo e pela primeira desde 2016, num grupo B complicado, com Espanha, Hungria e Roménia.
Um estágio em Lisboa permitiu, de sexta-feira a este domingo, a um grupo de mais de 20 jogadoras afinar a forma a caminho do Europeu feminino de polo aquático, no final do mês na Madeira, à qual chegarão 15 convocadas.
"Estes estágios [um em dezembro e outro até hoje] foram muito focados na preparação física, técnica e tática para o Europeu, e também em definir as 17 jogadoras que vão a estágio em Barcelona, daqui a duas semanas. Dessas, 15 seguirão para o estágio final em Rio Maior e para o campeonato da Europa", explicou à Lusa o selecionador, Ferran Pascual.
Segundo o técnico, que chegou a Portugal pela mão do Fluvial Portuense, em 2021, a preparação para o regresso da seleção a fases finais do torneio continental, que vai acolher no Funchal, tem-se dividido "em várias partes" e incorporado não só as mais experientes, um lote de perto de 18 jogadoras, mas também "quatro ou cinco mais novas".
"Estou a tentar introduzi-las já, para que depois o salto não seja tão grande. (...) Queremos entrosá-las na equipa, não só a pensar neste Europeu como nos próximos quatro anos", contou.
Esse trabalho, notou, vem de ter identificado que, em Portugal, "um dos pontos fracos na modalidade era a continuidade", procurando agora criar uma base para evolução, assente em "três ou quatro momentos de competição por ano".
A diferença de condições para algumas das principais "potências" da modalidade, com sistemas profissionalizados, também dita uma forma de trabalhar mais concentrada em estágios, por um lado, e na "responsabilidade individual" de as atletas cumprirem um plano de trabalho físico no resto do tempo.
"Não temos Espanha, Hungria ou Alemanha, com 30 dias concentradas e juntas. Trabalham, estudam, não podem sair um mês. Temos de trabalhar com a realidade de sexta a domingo nas semanas que podemos", admitiu Ferran Pascual.
O Europeu madeirense, de 25 de janeiro a 5 de fevereiro, marca o regresso da seleção feminina a este palco, apenas pela quarta vez ao todo e pela primeira desde 2016, num grupo B complicado, com Espanha, Hungria e Roménia.
"A Roménia é o nosso rival direto para vencer, e tentarmos chegar ao nosso objetivo, o "top 12". Contra Espanha e Hungria, pronto... faremos o melhor possível, mas é outro nível. São as campeãs olímpicas e as vice-campeãs do mundo", analisou o técnico, que lidera um grupo em que apenas uma jogadora tem mais de 25 anos.

