
Vitaly Smirnov lidera comissão de combate ao doping na Rússia
REUTERS/Maxim Shemetov
Depois do escândalo que afastou a maioria dos atletas da Rússia dos Jogos Olímpicos, a nova comissão antidoping quer aumentar a responsabilidade dos atletas.
O chefe da nova comissão russa antidoping criada pelo governo após o escândalo que privou dezenas de atletas daquele país de participar nos Jogos Olímpicos Rio'2016, , Vitaly Smirnov, apelou esta quinta-feira a uma lei que endureça as responsabilidades dos atletas dopados.
"Um dos maiores problemas é estabelecer um caderno legislativo, sendo que é preciso aumentar as responsabilidades relacionadas com o incentivo ou o consumo de doping", disse Vitali Smirnov, em conferência de imprensa, em Moscovo.
O responsável disse que essa será "uma questão prioritária na próxima reunião da Duma [parlamento russo]" após 18 de setembro, enquanto Alexander Zhukov, presidente do Comité Olímpico da Rússia, assegurou que tudo fará para que uma lei, nesse sentido, seja "adotada após o final do ano", em declarações à televisão estatal.
Em consequência do Relatório McLaren, a representação de atletismo russa foi impedida de participar nos Jogos Olímpicos, no Brasil, assim como também toda a equipa paralímpica do país foi excluída pelo Comité Paralímpico Internacional (CPI) dos Jogos Rio'2016, que começaram quarta-feira.
O relatório do professor canadiano Richard McLaren refere que o programa, "à prova de falhas", foi colocado em prática pelos responsáveis russos, inclusivamente durante os Jogos Olímpicos de Inverno Sochi'2014.
De acordo com o documento, o ministro dos desportos da Rússia teve "participação ativa" neste sistema, que teve a assistência dos serviços secretos nos laboratórios antidopagem de Moscovo e Sochi.
