
Jogos Olímpicos arrancam no dia 23 de julho
EPA
Nas últimas 24 horas, a organização das Olimpíadas detetou mais infeções em desportistas que rumaram ao Japão para competir. Cancelamento paira no ar
Thoshiro Moto, diretor executivo dos Jogos Olímpicos, assumiu, esta terça-feira, que a realização dos Jogos Olímpicos está dependente da evolução pandémica em Tóquio, numa altura em que se verificou um aumento de infeções entre os atletas participantes.
"Não se pode prever o que vai acontecer com o número de casos de coronavírus. Assim, continuaremos as conversações, se houver um pico de casos. É tudo o que posso dizer neste momento. Na última reunião, acordámos que, com base na situação do coronavírus, voltaríamos a realizar conversações a cinco", afirmou o responsável.
Ao lado de Thoshiro Moto, em conferência de Imprensa fa três dias do começo das Olimpíadas, na qual o cancelamento das mesmas pairou no ar, esteve a presidente do comité de organização da competição, que colocou a segurança da sociedade de Tóquio como desidrato principal da organização.
"A ansiedade vai-se acumulando nas pessoas, tal como os sentimentos em relação aos Jogos. Para o público no Japão, haverá uma sensação de segurança. No fim de contas, a segurança é primordial, bem como a forma de assegurarmos essa segurança e a formo como a transmitimos", disse Seiko Hashimoto.
Os dois responsáveis evidenciaram, assim, reservas quanto ao começo dos Jogos Olímpicos, previsto acontecer a 23 de julho, pois, até ao momento, foram diagnosticados 67 casos de infeção pelo coronavírus em atletas, nove dos quais apenas nas últimas 24 horas.
A população japonesa, em concreto de Tóquio, opôs-se fortemente, nos últimos meses, à realização das Olimpíadas devido à situação pandémica no país oriental, que forçou a organização a restringir o acesso de público às bancadas dos recintos destinados a acolher os eventos.
