
Dérbi regional com o Rio Ave garantiu ao Caxinas um triunfo por 6-3, após reviravolta. A O JOGO, Tomas Bazan admite que o resultado pode representar um "ponto de viragem"
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Há noites em que o futsal se joga muito para lá da quadra. Em Caxinas, foi assim. Num pavilhão cheio e vibrante, a formação caxineira virou um dérbi que parecia querer fugir-lhe das mãos e bateu o Rio Ave por 6-3, em jogo da 16.ª jornada da Liga Placard. Mais do que o resultado, ficou a resposta. A equipa da casa soube reagir a uma primeira parte marcada por lapsos, regressando do intervalo com outra energia e clareza.
"Mantivemos a ideia de jogo e aquilo que tínhamos preparado. O que fez a diferença foi a atitude. Na primeira parte fomos penalizados por alguns erros e distrações, mas, ao intervalo, falámos, corrigimos detalhes e entrámos com outra energia. Acreditámos até ao fim, e isso acabou por ser decisivo", analisa, a O JOGO, Tomas Bazan, ala argentino de 25 anos.
A vitória tem peso classificativo, mas sobretudo psicológico. O Caxinas tem oscilado demasiado para quem procura fugir à zona baixa da tabela. Perdeu pontos em momentos decisivos, sobretudo frente a adversários diretos - um padrão que ajuda a explicar a posição atual. "Precisávamos muito de uma vitória destas. Não é fácil estar nos últimos lugares, e este jogo tinha um peso especial, também por ser um clássico. Foi importante para nos dar confiança e mostrar que temos qualidade. Agora, o mais difícil é manter este nível", admite Bazan.
O ambiente no pavilhão funcionou como catalisador, garante o argentino. Nos momentos de maior aperto, a equipa encontrou nas bancadas o impulso necessário para manter a pressão e não quebrar. "Sentimos muito o apoio dos nossos adeptos. Houve momentos complicados e foi o pavilhão que nos empurrou para a frente. Jogar em casa dá-nos sempre algo mais e tentamos retribuir esse apoio com entrega e compromisso, dando-lhes alegrias. Temos de mostrar consistência", sublinha.
Individualmente, Bazan personifica essa ideia de continuidade. Intensidade constante, leitura de jogo e disponibilidade física, argumentos que o tornaram peça-chave na rotação da equipa de Nuno Silva. Chegou esta época, mas assumiu-se rapidamente como figura regular nas escolhas. "A adaptação foi positiva. O futsal português é muito intenso e taticamente exigente, mas senti-me bem desde o início. Ainda tenho margem para crescer, mas estou satisfeito com a forma como as coisas têm corrido. Ter muitos minutos é sempre sinal de confiança e isso deixa-me satisfeito. Ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade e obriga-me a trabalhar ainda mais", refere o jogador, que soma 17 jogos e quatro assistências na presente temporada.
Admira Diego Nunes, Bolo e Mellado
A O JOGO, Tomas Bazan aponta as principais referências no futsal. "Não tenho propriamente um ídolo. Ao longo da minha carreira, fui tendo a sorte de jogar com grandes jogadores, e tento aprender um pouco com todos. Procuro evoluir e ser cada vez mais completo. Ainda assim, há jogadores de que gosto particularmente, como Diego Nunes, Lucas Bolo e Mellado - todos diferentes, mas com qualidades muito fortes, que admiro", conta o ala argentino.
