Portugal pode carimbar contra a Hungria o apuramento para os "quartos" do Europeu de futsal

Jorge Braz
FPF
Depois de vencer a Itália na estreia (6-2), a Seleção procura esta quarta-feira garantir a vaga nos quartos de final. Em Liubliana, os portugueses sabem que uma vitória os coloca na próxima fase do Euro. Jorge Braz pede "confiança" frente a um adversário que protagonizou uma surpresa na primeira jornada.
Após uma estreia convincente frente à Itália (6-2), Portugal quer hoje carimbar o acesso aos quartos de final do Campeonato da Europa de futsal. Pela frente, a Seleção Nacional terá a Hungria, que também entrou na prova com o pé direito, ao vencer a Polónia (4-2).
Apesar de partir como equipa pouco cotada para este torneio - é a seleção do Grupo D pior classificada no ranking da UEFA -, o selecionador Jorge Braz não se mostrou surpreendido com os magiares. "Tínhamos clara noção do nível de organização deles. Sabem muito bem o que fazem em todos os momentos do jogo. Juntaram a isso uma vontade competitiva e uma capacidade de ir gerindo o jogo, esperam pacientemente pela oportunidade. Vão tentar contrariar-nos, mas o mais importante é olharmos para nós e sermos nós em campo. Focados no nosso processo e no que temos de fazer. Se fizermos bem o nosso trabalho, então do outro lado ainda devem estar mais preocupados", frisou o técnico.
Para Jorge Braz, todos os jogadores contam. "A questão de quem começa ou não é irrelevante. O mais importante é esta vontade e disponibilidade dos 14 convocados. Isso é que é fabuloso", elogiou, confiante na mentalidade do grupo. "Os momentos negativos que possam acontecer nunca nos podem atrapalhar. É preciso ter sempre confiança em quem somos. Os erros fazem parte e não nos deitam abaixo", concluiu Jorge Braz.

"Queremos os nove pontos"
Também Tomás Paçó, fixo do Sporting, deixou elogios aos húngaros. "É uma equipa muito forte fisicamente e organizada. São muito objetivos e procuram rematar à baliza em todas as jogadas. Não têm nada a perder e vão dar tudo", projetou o jogador, assumindo a responsabilidade de Portugal: "Estão confiantes, temos de conseguir tirar-lhes isso e impor o nosso ritmo. Teremos de estar nos nossos índices máximos e o mais concentrados possível".
Paço reconheceu que o objetivo de Portugal "é fazer os nove pontos" no Grupo D. "Se ganharmos à Hungria, isso não fará com que entremos mais relaxados com a Polónia. Queremos passar em primeiro lugar com três vitórias", frisou, abordando a relação com o irmão e colega de equipa, o guarda-redes Bernardo Paçó: "É um orgulho enorme partilhar estes momentos com o meu irmão. Esteve confiante, deu uma boa resposta e temos de aproveitar".


