Polémica no AJM/FC Porto-Aves: avenses falam em "manobra" e lançam duras críticas

Reprodução/Facebook
Equipa avense desistiu do encontro no segundo set, alegando "falta de condições do pavilhão".
O jogo de domingo entre a AJM/FC Porto e o Aves, referente à 16.ª jornada da fase regular do campeonato nacional de voleibol feminino, ficou marcado pela desistência da equipa visitante no segundo set da partida, depois de as azuis e brancas terem vencido o primeiro, sob a alegação de "falta de condições do pavilhão" do Centro Luso Venezolano, onde a AJM/FC Porto disputa as partidas como equipa visitada.
Na sequência da justificação apresentada pelo emblema avense, o FC Porto referiu que "aguarda um parecer da Federação Portuguesa de Voleibol" quanto ao resultado do jogo.
Contudo, mais tarde no domingo, José Luís Nogueira, delegado do departamento de voleibol do Aves, levantou outra polémica: o dirigente alega que ocorreu um erro - que apelida de "manobra" - no boletim do encontro que impossibilitou a utilização de duas jogadoras.
"A minha experiência de vida não me devia ter deixado ter a boa-fé de confiar na 'exagerada' simpatia de quem nos veio trazer ao banco de suplentes o tal boletim para ser assinado pelo nosso treinador, quando o procedimento normal é o treinador ir à mesa de jogo fazer a conferência e assinar", pode ler-se numa publicação feita na página de Facebook do voleibol do Aves. Nogueira prossegue:
"No momento em que a assinatura foi feita, estávamos preocupados com as condições de segurança do pavimento para garantir a integridade física das nossas atletas e isso fez com que tivesse sido assinado de cruz. Concretamente, o que se passou é que no tal boletim que foi assinado, havia um erro no que concerne à sinalização das nossas líberos que são as n° 12 e 13 e constavam as n° 13 e 14. Com esta 'manobra' ficaram impossibitadas de jogar a líbero n° 12 (Sofia Buande) e a nossa levantadora a n° 14 (Melisa Velasquez) pois estavam identificadas em posições diferentes", continua o delegado, que aponta o dedo à equipa de arbitragem:
"Já assisti a coisas deste género em outros jogos e nunca vi não ser permitido fazer a respetiva retificação. Mas, mais uma vez, ficamos com a certeza que só para o Aves é que tudo o que regulamentarmente está estabelecido é que é intransigentemente exigido, pois o 'excesso de zelo' da equipa de arbitragem assim o demonstrou", atira José Luís Nogueira.
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