
Nelson Oliveira, não podendo ser substituído, correu coberto de sangue (Créditos: Dario Belingheri/BettiniPhoto)
Eusebio Unzué diz tratar-se de uma questão "humana"
Eusebio Unzué, de 68 anos e manager da Movistar, à qual está ligada desde a fundação, em 1980, sugeriu, em entrevista ao “L’Équipe”, que as equipas de ciclismo possam fazer substituições durante as Grandes Voltas, por uma questão “humana”.
“Todas as equipas preparam 10 ou 11 corredores para as Grandes Voltas, deixando alguns em casa. Perante isso, por que não fazer substituições, se alguém for forçado a desistir na primeira semana?”, questionou, lembrando que “no futebol também não havia substituições”.
Anotando que os ciclistas que caem continuam a pedalar feridos, para não desfalcarem as equipas, perguntou ainda se “uma queda não é motivo suficiente para entrar na ambulância e regressar no dia seguinte?”. “O ciclismo não muda há 40 anos. Precisa de regras mais humanas”, finalizou.

