
MIAC 2026
Pavilhão do Complexo de ginástica da Maia encheu por completo para ver a Taça do Mundo e o balanço é "fracamente positivo"
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Depois de cinco dias em que voltou a colocar a Maia como a capital da ginástica acrobática mundial, o Maia International Acro Cup (MIAC) chegou ao fim na tarde deste domingo com a realização das finais das várias categorias, bem como da etapa maiata da Taça do Mundo de seleções. A emoção tomou conta dos amantes da modalidade com o pavilhão principal de ginástica da Maia a encher por completo com cerca de 2.500 pessoas, o que levou a organização a disponibilizar outro espaço, no pavilhão do ténis, para quem não conseguiu entrar e sentir na mesma o evento no ecrã gigante.
"A Taça do Mundo é o que leva a adrenalina ao máximo, pois estão cá os melhores atletas. Claro que é o expoente máximo da competição. O balanço é francamente positivo, dentro das expectativas que tínhamos, que eram muito elevadas e que felizmente as conseguimos conquistar", destacou José Carlos Ribeiro, presidente do Acro Clube da Maia (ACM).
No balanço do maior MIAC de sempre, a celebrar a sua 20.ª edição, que estabeleceu números recordes, com mais de duas mil pessoas ligadas diretamente ao evento, o líder do clube maiato mostrou-se orgulhoso.
"Os números são realmente muito impressionantes e depois passá-los do papel para a concretização é que levanta maiores desafios. Este torneio é muito baseado no voluntariado, praticamente não há profissionais tirando os prestadores de serviços que são necessários e isso é um desafio suplementar, conseguir gerir equipas não profissionais que dão o seu melhor e que preparam este evento desde que termina o anterior até ao próximo ano e que depois dão o melhor nestes cinco dias da prova. Estamos a falar de números nunca vistos num torneio de ginástica acrobática e que levanta realmente problemas logísticos, de concretização, de imprevistos, o que leva a que estejamos sempre num estado de prontidão muito grande", destacou José Carlos Ribeiro, olhando já para o MIAC de 2027, que se vai realizar de 12 a 16 de maio, um pouco mais tarde no calendário do que é normal devido ao Campeonato da Europa que se vai realizar em Itália, em março.
"Durante a prova fazemos sempre uma reunião diária para ver o que está para resolver, para reprogramar ou alterar os dias seguintes e durante estes dias em que reunimos à noite, sempre a horas que diria quase impróprias, já foram apontadas inúmeras alterações na perspetiva de melhoria e, portanto, diria que ainda esta MIAC ainda não acabou e já está a ser preparado o do próximo ano", destacou ainda José Carlos Ribeiro, passando a palavra a Manuel Barros, figura histórica do Acro Clube da Maia, de que foi presidente durante 18 anos e é agora líder da mesa da Assembleia Geral.
"Estive em todos os MIAC e quando olho para trás sinto um grande orgulho numa equipa que foi sendo montado ao logo destes anos todos para corresponder aos desafios que se vão colocando para organizar um evento desta grandeza. A passagem de testemunho foi natural e o sucesso da organização deste ano só comprova isto. Estamos perante uma capacidade de organização que não está ao alcance de todos, pois este é o maior evento de ginástica acrobática do Mundo", registou Manuel Barros.
Já Luís Arrais, presidente da Federação de Ginástica de Portugal", reconheceu que o "Acro Clube da Maia está a fazer um trabalho excecional". "O MIAC é o maior evento de ginástica acrobática do mundo e esta etapa da Taça do Mundo também é considerada das melhores da acrobática em todo o planeta. A organização do MIAC está de parabéns, já são pessoas com muita experiência nisto, que todos os anos estão aqui de uma forma voluntária, inclusive há alguns elementos que tiram férias nesta altura para poder trabalhar no MIAC e na Taça do Mundo. Só temos de agradecer este esforço contínuo e que já dura há 20 anos. É uma organização com muita qualidade e elogiada por todos", vincou Luís Arrais.
No que respeita a resultados, na Taça do Mundo, o maior destaque vai para a medalha de prata conquistada por Portugal e pelo par feminino formado por Sofia Ferreira e Joana Silva, que só foi batido pelo par norte- americano.
Nos grupos femininos, Diana Laranjinha, Melanie Rodrigues e Ema Fernandes conquistaram a medalha de bronze e só foram ultrapassadas pelo trio de bielorrussas (prata) e do Azerbaijão (ouro).
No que respeita aos resultados do MIAC, o primeiro destaque vai para a categoria de juniores e para a vitória do par misto do Acro Clube da Maia (ACM) composto por Mariana Pinheiro e Jorge Silva, que ficaram no lugar mais alto do pódio com 28.7 de pontuação.
O par masculino João Samico e Gabriel Vilela também foram vencedores, enquanto o par feminino de Maria Cunha e Inês Madureira concluiu a sua prestação no terceiro lugar. Já o trio composto por Leonor Ferreira, Olga Oliveira e Beatriz Fidalgo terminou a prova no quinto posto, num segmento vencido pelas britânicas do Sportac Gymnastics.
Nos escalões mais jovens, destaque para o segundo lugar em Youth do par feminino de Francisca Almeida e Beatriz Martins e para o terceiro lugar de Matilde Pacheco e Gustavo Mendes, par misto Pre-Youth, numa prova globalmente dominada pelas equipas belgas.


