
Jacob Kiplimo
EDP Meia Maratona de Lisboa
Jacob Kiplimo, de 25 anos, recuperou a melhor marca de sempre nos 21,0975 quilómetros, nas ruas da capital portuguesa, menos de dois anos depois de o etíope Yomif Kejelcha lhe ter retirado esse estatuto, em Valência, em 27 de outubro de 2024 (57.30).
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O recorde mundial masculino foi este domingo batido de novo na Meia Maratona de Lisboa, novamente pelo ugandês Jacob Kiplimo, que cumpriu a prova em 57.20 minutos, menos 10 segundos do que a anterior marca do etíope Yomif Kejelcha.
Na 35.ª edição da emblemática corrida lisboeta, cuja versão popular parte da Ponte 25 de Abril, em Almada, Kiplimo impôs-se aos quenianos Nicholas Kipkorir (58.08) e Gilbert Kiprotich (58.59), segundo e terceiro classificados.
Jacob Kiplimo, de 25 anos, recuperou a melhor marca de sempre nos 21,0975 quilómetros, nas ruas da capital portuguesa, menos de dois anos depois de o etíope Yomif Kejelcha lhe ter retirado esse estatuto, em Valência, em 27 de outubro de 2024 (57.30).
Desde então, Kiplimo voltou a conseguir ser o mais rápido a correr a meia maratona, em 16 de fevereiro de 2025, em Barcelona, mas a marca de 56.42 minutos - 48 segundos abaixo do recorde - não foi ratificada, por ter beneficiado de um carro para marcar o ritmo.
O atual campeão da Maratona de Chicago, medalha de bronze nos 10.000 metros dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 e nos Mundiais Oregon2022, tinha sido o mais recente atleta a estabelecer um recorde do mundo na Meia Maratona de Lisboa, com o registo de 57.31, em 21 de novembro de 2021 - a prova foi reagendada devido à pandemia de covid-19.
O português António Pinto foi o primeiro a correr em tempo para melhor marca mundial na Meia de Lisboa, em 15 de março de 1998, com o tempo de 59.43 minutos.
Esta marca esteve pouco mais de dois anos na sua posse, até o queniano Paul Tergat a "roubar", em Milão, em 04 de abril de 1998 (59.17), e a melhorar, na capital portuguesa, em 26 de março de 2000, para 59.06.
No entanto, as marcas obtidas por Pinto e Tergat nunca foram reconhecidas internacionalmente por falharem um dos critérios de validação: o desnível entre o ponto de partida da prova (Ponte 25 de Abril) e o da chegada (Praça do Império) é de 69 metros, o que ultrapassa o metro por quilómetro de prova regulamentar.
No início de 2004, a World Athletics (então IAAF) passou a reconhecer oficialmente recordes de meia maratona e o máximo "caiu" mesmo em Lisboa, em 21 de março de 2010, quando o eritreu Zersenay Tadese venceu a 20.ª edição, em 58.23 - voltaria a vencer, no ano seguinte, mas foi sete segundos mais lento.
Em 2010, a Meia Maratona de Lisboa já não tinha as características de downhill race, que os regulamentos excluem. Os atletas de elite deixaram de partir da praça da portagem da Ponte 25 de Abril e passaram para a Cruz Quebrada, para um percurso totalmente distinto da corrida de massas, que se mantém.
No setor feminino, a belga Daniele Justin deteve durante sete dias o máximo estabelecido na edição de 1978 da Meia Maratona da Nazaré, que correu em 01:17.48 horas, até que a norte-americana Miki Gorman lhe retirou o estatuto, por 01.50 minutos (01:15.58), em Pasadena.
A marca de Daniele Justin não foi reconhecida pela World Athletics, mas sim pela Associação dos Estatísticos de Corridas de Estrada (ARRS).
Depois, só mais uma vez o máximo mundial da Meia foi superado em solo luso, a 1 de abril de 2001, pela queniana Susan Chepkemei, cuja marca de 01:05.44 foi melhorada, mais de dois anos depois, por Paula Radcliffe (01:05.40).
O recorde mundial feminino está desde 24 de outubro de 2021 na posse da etíope Letesenbet Gidey, campeã do mundo dos 10 000 metros em Oregon'2022 e bronze em Tóquio'2020, que cumpriu a distância em 01:02.52 horas.

