
Treinador aceitou o convite do Pinheirense para tentar assegurar a permanência do clube na Liga de Futsal. Técnico estreou-se a ganhar no passado sábado frente ao Eléctrico, a sua antiga equipa.
O início do mês de novembro foi tudo menos pacífico para o Pinheirense, clube da Liga de Futsal que se deparou com dificuldades financeiras que motivaram a dispensa de quatro jogadores brasileiros. Com o abandono dos atletas saiu, também, o treinador Carlos Machado que foi rendido por José Feijão, técnico que tinha iniciado a época no Eléctrico mas que havia sido, entretanto, despedido. Depois de duas derrotas e um empate, José Feijão conseguiu a primeira vitória no comando do emblema de Valbom (Gondomar) no passado sábado, precisamente no pavilhão do Eléctrico, o que permitiu ao Pinheirense deixar o último lugar, embora ainda esteja abaixo da linha de água. O triunfo (3-1) foi a surpresa da ronda e o conhecimento de Feijão sobre os alentejanos pesou. "Ninguém estava à espera da nossa vitória. Sabíamos que estávamos muito fragilizados, mas criámos uma estratégia para aguentarmos o jogo até ao fim, período no qual podia cair para qualquer lado. Tivemos a sorte do jogo mas fizemos muito para procurar essa sorte. O conhecimento que tenho do Eléctrico ajudou em alguns pormenores", assumiu o treinador que falou numa equipa renascida, mas ainda com dificuldades. "Dizem que somos um candidato à descida, mas não estamos mortos. Treinámos sempre com quatro a cinco juniores e logo aí a intensidade é menor. No Eléctrico jogámos com um jogador que tinha um pé inchado", confidenciou.
Por isso, tentar ir ao mercado é urgente. "Se calhar três jogadores não chegavam mas se conseguirmos dois será muito bom. Eu e a direção estamos a fazer tudo para contratar alguém", revelou.
José Feijão vive em Lisboa, onde era professor de Educação Física e onde continua a ter uma escola de futsal. O técnico passou a alternar o dia-a-dia entre a capital e a invicta. "Por vezes tenho que vir uma a duas vezes por semana a Lisboa. O dinheiro praticamente não compensa, mas estou a gostar da experiência. Estou feliz e isso não tem preço", frisou. "Não tive medo absolutamente nenhum de aceitar o convite do Pinheirense. Conhecia as condições e aceitei o desafio. Queria treinar na I Divisão a todo o custo", contou.
