
Jorge Braz e Fábio Cecílio
FPF
Declarações de Jorge Braz após o triunfo de Portugal sobre Espanha (3-2), que apurou a seleção portuguesa para a final do Europeu de futsal.
Primeira parte: "Não estávamos a acreditar no que somos e no que fazemos. Temos de ser suficientemente humildes para perceber que temos de respeitar quem está do outro lado e em que momentos podemos ferir e causar algum dano na organização defensiva da Espanha, com o nosso atrevimento. Precisávamos de ter isso, mas apenas correr riscos nas zonas e momentos certos. Acima de tudo, tínhamos de acreditar no nosso processo."
Segundo tempo: "Na segunda parte, acho que nunca estive tão tranquilo num jogo. Praticamente nem abri a boca. Foi sentir, escolher jogadores, ir gerindo e, em função do que estava a acontecer do outro lado, deixá-los andar. A satisfação especial foi sentir o sentimento de toda a gente na segunda parte. Deixou-me extremamente satisfeito."
Apoio: "Fomos fazendo, ao longo dos últimos anos, com que os portugueses se orgulhem com o trabalho que temos feito. Ter esta resposta e apoio constante, que sabíamos que iria acontecer aqui, mesmo com limitação de público... Não há palavras para agradecer às pessoas que estiveram aqui. Sentimos a alma cheia com tanta gente a puxar por nós. É uma obrigação fazer sentir bem os portugueses."
Jogadores com sorriso de orelha a orelha: "Tenho gente com um sorriso de orelha a orelha cada vez que entram, mesmo a perder 2-0. Não vi ninguém cabisbaixo, por isso é que nem abri a boca. É o processo normal de crescimento. Tinha dito que hoje ia ser dos dias mais fáceis para mim, e foi."
