
João Ferreira
Piloto português ficou em sétimo lugar na segunda parte da etapa maratona do Raki Dakar'2026
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João Ferreira reagiu esta quinta-feira após ter concluído a segunda parte da etapa maratona do Rali Rakar na sétima posição, a 6.07 minutos do vencedor, o norte-americano Mitch Guthrie.
"De regresso ao ataque. A segunda parte da etapa maratona foi bem melhor e a etapa 5 confirmou isso. Conseguimos impor um bom ritmo desde cedo, aproveitar melhor as condições do terreno e recuperar posições importantes ao longo da especial. Foi um dia mais fluido, com boas sensações no carro e uma abordagem mais próxima daquilo que pretendíamos nesta fase da prova. Depois de um início de maratona mais condicionado, esta etapa permitiu-nos voltar a ser mais competitivos, mantendo sempre a atenção na navegação e na gestão da mecânica. Num Dakar tão exigente, combinar andamento com fiabilidade é fundamental, sobretudo quando se atravessam dias consecutivos sem assistência. Agora estamos focados no próximo desafio. Hoje enfrentamos o último dia da primeira semana, uma etapa longa e exigente que nos leva até à capital, Riade. O objetivo é continuar nesta linha, ser consistentes e fechar esta fase do Dakar da melhor forma possível, antes de entrar na segunda metade da corrida. Num Dakar tão exigente, combinar andamento com fiabilidade é fundamental, sobretudo quando se atravessam dias consecutivos sem assistência", afirmou o piloto português da Toyota.
O português João Ferreira foi hoje sétimo classificado na segunda parte da etapa maratona do Rali Dakar, na categoria de automóveis, liderada pelo sul-africano Henk Lategan, enquanto nas motos o australiano Daniel Sanders é o novo comandante.
João Ferreira (Toyota) concluiu os 372 quilómetros cronometrados da quinta tirada, entre o bivouac onde os concorrentes passaram a noite e Hail, na Arábia Saudita, a 6.07 minutos do vencedor, o norte-americano Mitch Guthrie (Ford), que se impôs com o tempo de 3:54.46 horas.
O piloto português subiu ao 14.º lugar da classificação geral da prova rainha de todo o terreno, cujo pódio se manteve inalterado, com o sul-africano Henk Lategan (Toyota) na liderança, com 3.17 minutos de vantagem sobre o catari Nasser Al-Attiyah (Dacia) e 5.38 sobre o sueco Mattias Ekström (Ford).
Já na categoria de motos houve mudança no topo da 48.ª edição do Dakar, uma vez que o espanhol Tosha Schareina (Honda) entregou o comando a Sanders (KTM), após uma etapa com 356 quilómetros cronometrados, que foi vencida pelo argentino Luciano Benavides (KTM), com o tempo de 4:05.16 horas.
Sanders foi o terceiro mais rápido do dia e assumiu a liderança, com 2.02 minutos de vantagem sobre o norte-americano Ricky Brabec (Honda), que se manteve no segundo posto, e 5.55 sobre Benavides, novo terceiro posicionado, enquanto Schareina caiu para a quarta posição absoluta.
O espanhol foi apenas 12.º classificado na etapa, imediatamente à frente do português Martim Ventura (Honda), 13.º, ao passo que Bruno Santos e Pedro Pinheiro, ambos em Husqvarna, terminaram em 21.º e 51.º, respetivamente. Na geral, Bruno Santos é o melhor representante luso, no 17.º lugar, com Martim Ventura a ocupar o 18.º e Pedro Pinheiro o 46.º.
Na classe SSV de automóveis, houve três pilotos portugueses no "top 10" da tirada: João Monteiro (Can-Am), em quinto, Gonçalo Guerreiro (Polaris), em sétimo, e Hélder Rodrigues (Polaris), em 10.º. A geral de SSV é encabeçada pelo norte-americano Brock Heger (Polaris), enquanto João Monteiro é o melhor da frota nacional, no quarto lugar.
Em Challenger, também entre os automóveis, Rui Carneiro (MMP) foi o português mais rápido, no 14.º posto, mas é Pedro Gonçalves (BBR), 21.º na etapa, que está mais bem posicionado a nível absoluto, no nono lugar na classe, comandada pelo espanhol Pau Navarro (BBR).

