
Tiago Correia fintou o azar e regressou à competição
Após lhe ter sido dito que teria de interromper a carreira com 17 anos, Tiago Correia contrariou o primeiro diagnóstico e hoje é um dos jogadores mais utilizados do Braga/AAUM.
Uma paixão da família pelo futsal levou Tiago Correia a dedicar-se à modalidade. Hoje, é um dos jogadores que compõe o plantel do Braga/AAUM, mas no passado o ala, 21 anos, teve que superar uma longa paragem e até esteve perto de encostar as sapatilhas. "No último ano de juvenil, em 2016, quando estava no Caxinas, o meu joelho começou a ficar muito inchado e tive de parar. Essa lesão aconteceu na altura em que tinha assinado pelo Benfica. Ou seja, surgiu essa proposta, assinei, mas acabei por nunca me mudar para lá. Na altura, fui a um médico que me disse que tinha de parar de jogar e acabar a minha carreira. E durante dois anos parei de jogar. No entanto, depois surgiu a oportunidade de falar com outro médico que me disse que havia a possibilidade de competir, se eu fizesse reforço muscular e tivesse sempre cuidado com o joelho e assim o fiz", confidenciou Tiago Correia a O JOGO, salientando ainda as dificuldades que sentiu inicialmente.
"O tempo de paragem foi um choque, sobretudo ao início porque ia ser uma grande mudança, mas tentei optar por estar sempre dentro da modalidade e, inclusive, tirar o curso de treinador de futsal", contou Tiago.
Questionado se ficou alguma magoa por a lesão ter travado outros voos, o atleta tentou relativizar. "Sinto que posso ter perdido ali dois anos na carreira, tanto no conhecimento do jogo como no conhecimento tático, mas sinto que mais para a frente, inclusive agora, com o apoio de toda a gente, consiga aprender o que ficou para trás nesses anos", enfatizou.
Após dois anos sem jogar e de regresso à competição, surgiu a proposta do Braga/AAUM, uma mudança que o ala encarou como uma segunda oportunidade na carreira. "Pode dizer-se que a proposta do Braga foi um recomeçar no futsal. Já não jogava há dois anos e quando a proposta surgiu tive algum receio do problema voltar a aparecer. Mas pelo menos, para já, nunca mais tive problemas com o joelho e tenho andado sempre a ser seguido", explicou Tiago, falando ainda das dificuldades iniciais: "Não competindo há dois anos, e ainda para mais ir treinar e jogar com jogadores da primeira divisão, é um choque. Ao início, parecia que tinha desaprendido bastantes coisas, parecia que havia alturas que a bola atrapalhava. Mas com o tempo e o apoio do Braga e dos meus companheiros, sempre foi possível dar a volta por cima", reconheceu o atleta.
O momento atual do Braga/AAUM, nono classificado da Liga Placard com 25 pontos, também não passou ao lado do jogador que em 2019/20 foi cedido ao Candoso. "Está a ser uma experiência bastante positiva. Começámos mal a temporada, mas depois de ganharmos o primeiro jogo a equipa foi crescendo e a confiança aumentou para conseguirmos bons resultados. Queremos tentar continuar a ganhar jogos e fazer subir o Braga na classificação. Sentimos e sabemos que o lugar que estamos não é o nosso lugar e temos qualidade para mais", concluiu, com ambição.
