Francisco Amarante, Moncho López e a Gafanha da Nazaré: "Não sou o famoso da terra..."

Francisco Amarante
Mário Vasa
Base-extremo jogou no clube da terra durante seis temporadas, dando o salto para o FC Porto (projeto Dragon Force) com apenas 15 anos. Em outubro de 2018, Moncho López lançou-o na Liga.
Leia também Sporting junta treinadores num jantar de Natal e Rui Borges desvenda: "Metem-me em cada papel..."
Como começou no basquetebol?
Tinha nove anos. O Grupo Desportivo da Gafanha foi à aula de Educação Física fazer um treino e, como já era um pouco maior do que os outros, disseram que se calhar tinha jeito. Mandaram uma carta aos meus pais, fui fazer um treino e, a partir daí, fiquei.
Quando o FC Porto o foi buscar com 15 anos passou a levar o basquetebol mais a sério?
Sem dúvida. Comecei a perceber que podia seguir este rumo. Continuei a estudar, mas direcionei o meu foco para essa oportunidade.
Nos anos em que participou na Festa do Basquetebol Juvenil, falava-se muito de si e do seu potencial. Apercebia-se dessas expectativas?
Não. Em 2016, já jogava na equipa B do FC Porto, na Proliga, podia-se falar mais por isso, mas eu não sentia essa pressão, estava só a divertir-me.
Moncho López, que o lançou na Liga, é um treinador importante para si?
Sem dúvida, foi o treinador que me deu a oportunidade na equipa principal do FC Porto e de jogar ao mais alto nível em Portugal. Ajudou-me muito a crescer no conhecimento do jogo e exigia o máximo de mim. Na época passada, como adversários, eu ganhei um jogo, ele ganhou outro. Temos uma boa relação.
Na Gafanha, onde há um campo de 3x3 com o seu rosto, como é tratado quando lá vai?
As pessoas conhecem-me, mas não sou o famoso da terra. Sinto que têm carinho por mim. Esse campo fica perto de minha casa e é bom passar por lá, ver malta a jogar, a aproveitar o espaço e a desfrutar. É uma terra pequenina, não consigo ir muitas vezes, mas, quando vou, é bom.

