
Ricardo Antunes
Federação Portuguesa de Natação
Diretor técnico nacional da natação, Ricardo Antunes, fala sobre as expectativas para a prova
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Portugal quer superar-se nos Europeus em piscina curta, que começam na terça-feira em Lublin, na Polónia, com o diretor técnico nacional da natação pura a assumir como objetivo "a melhoria das marcas pessoais" dos convocados.
"Vamos participar com uma das maiores comitivas dos últimos anos. Em Otopeni, na Roménia, em 2023, participámos com oito nadadores. Este ano, vamos abraçar esta competição com 10 [...]. Nós, em Otopeni, conseguimos alcançar 14 meias-finais e cinco finais. E, por isso, o nosso objetivo é tentar superar estes resultados em termos classificativos", resumiu à Lusa.
No entanto, Ricardo Antunes ressalva que esse "não será necessariamente o objetivo principal da competição", que decorre até domingo na cidade polaca de Lublin. "O objetivo fundamental é participarmos em equipa, com o objetivo de fazermos uma progressão tanto quantitativa como qualitativa, com a melhoria das melhores marcas pessoais, que, na maior parte dos nadadores, representam recordes nacionais absolutos. E a consequência disso será, logicamente, alcançar melhores classificações", avaliou.
Portugal estará representado em Lublin pelos olímpicos Camila Rebelo, Miguel Nascimento, João Costa e Ana Pinho Rodrigues, e por Alexandre Ferreira, Vasco Morgado, Ana Margarida Guedes, Francisca Martins, Mariana Cunha e Rafaela Azevedo, com Diogo Ribeiro a ser uma baixa de última hora. "Se vamos participar com melhorias de resultados [em mente], naturalmente que depois isso tem reflexo nas classificações e, por isso, estamos convencidos que será um excelente campeonato para nós", antecipou o diretor técnico nacional.
Ricardo Antunes afirmou que os nadadores lusos procurarão estar presentes nas "meias" e, depois, tentar chegar às finais. "Dentro das finais, como eu costumo dizer, qualquer um dos oito finalistas é um potencial candidato a medalhas. [...] E, dentro da final, tentar alcançar a melhor classificação possível. Se for alguma medalha, naturalmente é cereja no topo do bolo. Mas o sucesso ou insucesso da competição não vai depender do número de medalhas que possam vir a ser alcançadas, até porque não é uma coisa fácil", defendeu.
Para atestar a sua afirmação o diretor técnico nacional recordou que a última medalha portuguesa em Europeus de piscina curta remonta a 2015, quando Diogo Carvalho conquistou o bronze nos 200 metros estilos em Netanya, em Israel. "Isso não é uma coisa à qual estejamos habituados em piscina curta. Nos últimos anos, em [piscina] longa, temos, em quase todas as competições, alcançado posições de medalha. Mas não podemos olhar apenas para esse aspeto como um elemento ou um marcador de sucesso desportivo", reforçou.
Na cidade polaca, Portugal estará representado por um misto de jovens e nadadores mais experientes, um "acaso" - os critérios de seleção são as marcas dos nadadores - que "acaba por funcionar bem" e que abre uma perspetiva de renovação geracional. "Está a dar indícios de que isso venha a acontecer", concedeu o diretor técnico, notando que as sub-23 Camila Rebelo e Francisca Martins - a par do ausente Diogo Ribeiro - são quem "ultimamente" tem alcançado as melhores classificações internacionais.
Para Ricardo Antunes, essa realidade "já demonstra que está a ocorrer gradualmente uma renovação da seleção e o futuro está, à partida, garantido".

