Europeu feminino de polo aquático: Portugal começa com vitória frente à Roménia

Federação Portuguesa de Natação
Portugal vence primeiro jogo ante a Roménia
A seleção portuguesa entrou hoje com uma goleada no Europeu feminino de polo aquático, a decorrer no Funchal, ilha da Madeira, mostrando-se um nível acima da Roménia no Grupo B.
O resultado deixa Portugal a par com a Hungria, que também venceu na primeira ronda, ante a Espanha (9-7), e com o terceiro lugar encaminhado, dada a diferença de nível entre as portuguesas e romenas e as duas favoritas à conquista do título, o que encaminha a equipa para o objetivo definido: um lugar entre as 12 melhores do torneio.
Ante um adversário que tinha vencido, em Setúbal, no torneio de qualificação para este Europeu, em 2025, Portugal entrou a vencer no primeiro período, por Beatriz Pereira, logo no primeiro minuto, pouco antes de um "festival" de defesas da guarda-redes romena, Dvhorzetska, que acabaria a partida com 12 defesas.
Mihaila ainda fez o 1-1, de penálti, mas Maria Machado fez o 2-1 a fechar o primeiro período e, no segundo, repetiu-se o parcial, com Madalena Lousa e Beatriz Carmo a marcarem para as lusas, com um tento da capitã Szeghalmi pelo meio.
Depois do intervalo maior, um autogolo de Beatriz Jardim deixava as lusas com apenas um tento de vantagem (4-3), mas Maria Machado, com dois golos, aumentou uma margem que só cresceu no quarto quarto.
A capitã e pivô Inês Nunes, que aos 38 anos é a "veterana" do grupo, tendo estado na última participação, em 2016, marcou um dos golos, com Beatriz Pereira e Madalena Lousa (ambas duas vezes), Mariana Machado, a fechar o "póquer", tendo ainda acumulado cinco roubos de bola, perante dois tentos de Servanescu, um de Nagy e outro de Melnychuk.
Contas feitas, o regresso de Portugal a um Europeu, depois de 10 anos de ausência, para iniciar a quarta participação ao todo, saldou-se com uma goleada no jogo teoricamente mais acessível, seguindo-se duas partidas de triunfo quase impossível, uma posição assumida pela própria equipa, por se tratarem das profissionais Espanha, campeã olímpica em título, e Hungria, vice-campeã do mundo.
Jogo no Complexo Olímpico de Piscinas, no Funchal.
Roménia - Portugal, 7-12.
Marcha do marcador: 1-2 (1.º período), 2-4 (2.º), 3-6 (3.º), 7-12 (final).
Com arbitragem de Natali Markopoulou (Grécia) e Lea Saftic (Croácia), as seleções alinharam e marcaram:
- Roménia (7): Mariia Dvorzhetska, Amalia Novacean, Krisztina Szeghalmi (1), Nikolette Laboncz, Sara Pascu, Briana Mihaila (2), Alexia Guiman, Andra Sandu, Andreea Bobeanu, Ana-Maria Serbanescu (2), Debora Nagy (1), Anastasiia Melnychuk (1), Maria Oprisa e Alisia Plesca.
Selecionador: Edward Andrei.
- Portugal (12): Maria Sampaio, Alice Rodrigues, Carolina Magano Fernandes, Iara Santos, Inês Nunes (1), Beatriz Jardim, Carlota Milheiro, Madalena Lousa (3), Maria Machado (4), Beatriz Pereira (3), Beatriz Carmo (1), Mariana Carvalho, Joana Arromba e Ana Reis.
Selecionador: Ferran Pascual.

Ferran Pascual (selecionador de Portugal): "Não era um jogo fácil, a Roménia conhecia-nos perfeitamente, jogámos com elas no apuramento. Foi um jogo muito tático e muito físico, com muito um para um. Não foi muito fluido, mas de lutar, lutar, lutar. As meninas fizeram um esforço grandioso. Fizeram perfeitamente o que falámos antes, na palestra.
[Sobre os três primeiros períodos do jogo] Disse-lhes que era um jogo para ganhar período a período. Era um jogo de desgastar as oponentes, um jogo duro, de pressão. No terceiro e quarto quartos, as equipas ficaram fisicamente mais baixa. Aí, demos um salto de qualidade, porque temos muito mais jogadoras de talento, de ritmo, e tecnicamente pudemos dar um passo em frente e distanciar-nos no marcador. Disse-lhes que é preciso valorizar esta vitória. Obviamente, a Roménia está um nível abaixo, mostrou-o hoje. Não era um jogo fácil, e agora soltámos os nervos do início. Jogar em casa é um extra de motivação, mas também de pressão, e o primeiro dia é o mais difícil. Com Espanha e Hungria, é desfrutar, aprender com elas. É um prazer para mim e para elas jogar contra estas equipas. Queremos jogos o mais equilibrados possível, dar espetáculo à bancada, que o pessoal venha animar-nos, e demonstrar que esta equipa está a dar passos à frente para agora e para os próximos anos.
Maria Machado (jogadora de Portugal e autora de quatro golos): "Estou muito contente, foi um jogo muito complicado. Ao início, foi difícil sair, estávamos um pouco cansadas, mas ao final já nos soltámos, defendemos muito bem e, se defendes bem, o ataque sai sozinho. É um sentimento muito bom, para o que trabalhei, mas todas as minhas companheiras estão de parabéns. Sem elas, nem eu nem nenhuma podia ser a melhor marcadora.
[Nos três primeiros periodos] Um pouco nervos à mistura. Não tínhamos uma pressão, tínhamos de mostrar que já conseguimos antes e hoje também íamos conseguir. Imagino que fiquemos em terceiro no grupo, porque Espanha e Hungria são muito complicadas, mas foi para isso que viemos. É muito bom termos ganho, mas ainda não atingimos o nosso objetivo. Claro que sair daqui com uma vitória já é um grande passo, porque jogaremos com equipas teoricamente mais fracas. É seguir com o mesmo objetivo de ficar nas 11 primeiras.
[Jogar em Espanha, pelo Rubí] É outro nível, completamente. São muito boas, é difícil jogar contra elas, mas também é bom, porque se aprende muito a jogar naquele campeonato e contra campeãs olímpicas".

Grécia, Países Baixos, Hungria e Portugal entram a ganhar
A Grécia, os Países Baixos e a Itália entraram hoje a vencer no Europeu feminino de polo aquático, no Funchal, enquanto a Hungria bateu a campeã olímpica Espanha no Grupo B, em que Portugal goleou a Roménia.
O triunfo português por 12-7 fechou o dia no Complexo Olímpico de Piscinas do Funchal, com Mariana Machado em destaque, com quatro golos e cinco roubos de bola, a "encaminhar" o objetivo luso de ficar nos 12 primeiros do torneio.
O regresso a um Europeu, 10 anos depois da última participação e apenas a quarta presença, começou com vitória "gorda", que até poderia ter sido maior não fossem as 12 defesas da guardiã romena, Dvhorzetska.
O outro jogo da "poule" era a principal partida do dia, opondo as campeãs olímpicas às vice-campeãs mundiais, levando a melhor a Hungria, por 9-7, deixando as espanholas, que venceram os Jogos Olímpicos Paris2024, com a derrota na véspera do jogo com Portugal.
Espanha esteve na frente durante quase todo o jogo, mas um quarto e último período "desastroso", com parcial de 4-0 para a Hungria, decidiu a contenda.
Sem surpresas, o Grupo A trouxe um triunfo folgado à campeã do mundo Grécia, que goleou a Eslováquia por 24-7, com Karagianni a apontar cinco golos e Myriokefalitaki outros quatro.
Mais renhido foi o França-Alemanha, favorável às gaulesas por 13-11, em jogo apitado pelo árbitro português Luís Santos e pelo romeno Ioan Alexandrescu, no qual Vernoux apontou uma mão cheia de golos.
No Grupo D, em que Israel se superiorizou à Suíça (24-9) no primeiro jogo do torneio, pelas 09:00, a campeã em título, os Países Baixos, venceu sem dificuldade a Grã-Bretanha, "rodando" toda a equipa antes das próximas jornadas.
A Itália, pentacampeã que parece "correr por fora" em relação às restantes candidatas, entrou com um triunfo seguro, por 24-12 ante a Croácia, cujas guarda-redes defenderam apenas um remate enquadrado durante toda a partida.
Nessa "poule" C, a toada de equilíbrio entre Sérvia e Turquia durou desde o segundo período até final, com as sérvias a vencerem por apenas um golo (9-8), com grande exibição de Radonjic, autora de seis desses tentos, destacando-se como melhor marcadora do torneio.

