
Diogo Branquinho é ponta esquerda e no último jogo, em Israel, fez nove golos em nove remates
Ponta esquerda da Seleção Nacional de andebol, já apurada para o Europeu de 2022, esteve à disposição dos jornalistas e abordou vários temas
Perspetiva para o jogo deste domingo, com a Lituânia?
"Fizemos um excelente jogo com Israel e estamos motivados, entramos sérios, muito bem e o mais importante era a qualificação e conseguimos alcançá-la. Agora temos de nos focar no que conseguimos fazer e que também é muito importante, que é lutar pelo primeiro lugar do grupo, o que implica ganhar à Lituânia. Será decisivo porque isso nos permitirá ficar no pote um ou dois e irmos com outras aspirações para o Campeonato da Europa. É sempre melhor do que um sorteio estando mais abaixo.
Estamos perante o melhor Portugal de sempre, que se bate com as mais fortes equipas do Mundo e goleia as outras?
"Eu espero que o melhor Portugal de sempre ainda esteja para vir. Mas sentimos que estamos muito bem, bastante confiantes na nossa qualidade e nos resultados que temos feito e é claro que nos alegra já ganharmos por um volume de golos maior, mas, sobretudo, por jogar com os melhores do mundo e ganhar-lhes.
Contra Israel deu uma verdadeira lição de como jogar bem na ponta esquerda, com nove golos em nove remates...
"Tento dar sempre o meu melhor, o mais importante era qualificar-nos e assim o fizemos. Este jogo correu-me particularmente bem, também fruto de a bola ter chegado muitas vezes à ponta, porque um jogador da minha posição só se consegue sobressair quando tem bons laterais, bons centrais, jogadores que sabem passar a bola e fazem-no bem, sabem ganhar vantagens. Um golo meu é a conclusão de um excelente trabalho que foi feito por dois ou três jogadores na primeira linha, o que revela a nossa fluidez, entrosamento e a maneiro como jogamos e nos divertimos a jogar. Até os contra-ataques são fruto de uma excelente defesa. Se repararem, em jogos que não estejamos tão bem na defesa, não há contra-ataques. Para isso é preciso intercetar bolas, obrigar o adversário a cometer falhas técnicas, para depois se lançar o contra ataque, sejam os guarda-redes, sejam ou os defesas".
