
Ana Peleteiro
Twitter/Ana Peleteiro
Ana Peleteiro, vencedora da medalha de bronze no triplo salto dos Jogos Olímpicos de 2020, recebeu uma onda de críticas e ameaças nas redes sociais após ter criticado a inclusão de atletas transgénero em categorias femininas.
Ana Peleteiro, atleta espanhola que venceu a medalha de bronze no triplo salto dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, recebeu uma onda de críticas e ameaças nas redes sociais após ter criticado, em entrevista ao jornal El Pais, a inclusão de desportistas transgénero em modalidades profissionais femininas.
"Devem abrir-se portas às pessoas trans, mas no desporto não profissional. No atletismo, o máximo que uma mulher salta são 15 metros e pouco e nos homens são 18 metros e pouco", argumentou, em palavras que motivaram a fúria de muitos internautas.
"Uma quantidade incontável de pessoas insultaram-me, desejaram a minha morte, desejaram mal à minha família e mandaram inclusive mensagens de ódio em que pedem a Deus para que parta a minha perna", denunciou posteriormente Peleteiro, por via de comunicado.
"Adoro e respeito a 100 por cento a comunidade LGBT, tenho amigos e até familiares que lhe pertencem. Defenderei sempre e lutarei a cada dia pelos seus direitos, da mesma forma que o faço pelos direitos das mulher cisgéneros (que vivem no sexo em que nasceram). Será sempre injusto, onde quer que olhem. E sim, eu luto pelos meus direitos enquanto mulher e pelos de milhões de mulheres desportistas que opinam exatamente igual a mim. Mas por causa do juízo público, têm medo de abrir a boca. Não é uma questão ideológica ou transfobia. Nos dias atuais, sem que exista uma categoria trans, o desporto profissional não é viável. Lutemos para que se regularize e se adapte o desporto profissional às pessoas trans, em vez de apedrejar e enterrar as mulheres que lutam diariamente pelos nossos direitos", condenou.
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