
Lisboa 20 de Maio de 2018 | Correr, Marchar ou Caminhar por uma Causa foi o objectivo de mais de 7.000 Mulheres entre as quais Rosa Mota, Eduarda Andrino e Monica Silva num belíssimo percurso de 5 Km junto ao rio Tejo entre Santos e Belém. Organizada pelo Maratona Clube de Portugal, a prova é pioneira no âmbito da solidariedade e na luta contra o cancro da mama, permitindo que as atletas de elite chamem a atenção da melhor forma que o sabem fazer que é, "Correndo".
A 15.ª edição da corrida solidária terá a participação das atletas olímpicas Sara Moreira, Dulce Félix, Doroteia Peixoto, Carla Salomé Rocha e Salomé Afonso
A Corrida da Mulher, agendada para dia 12 de setembro, vai marcar o regresso das provas com milhares de participantes após o início da pandemia de covid-19, tendo sido apresentada esta terça-feira pelo organizador Maratona Clube de Portugal.
Em conferência de imprensa ao ar livre, em Belém, o presidente do Maratona Clube de Portugal, Carlos Móia, explicou o simbolismo da prova de cinco quilómetros, que contará com a participação das atletas olímpicas Sara Moreira, Dulce Félix, Doroteia Peixoto, Carla Salomé Rocha e Salomé Afonso, para além da "madrinha" Rosa Mota.
"É uma tentativa de mostrarmos às pessoas que estamos vivos e que temos de voltar à normalidade, com cuidado. Vamos tentar mostrar como se faz uma prova bem feita, com as devidas recomendações apresentadas à DGS [Direção-Geral da Saúde]. Não sei se somos os primeiros ou não, mas com milhares de pessoas devemos ser os primeiros. Foi com toda a tranquilidade e franqueza que o fizemos, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da PSP [Polícia de Segurança Pública] e da DGS", afirmou.
Também com o apoio da Liga Portuguesa contra o Cancro, a 15.ª edição da corrida, que é exclusiva para mulheres, tem como objetivo angariar fundos para a compra de aparelhos de rastreio do cancro da mama, conforme também explicou Carlos Móia.
"Esta prova tem um grande significado, de não ter medo da covid-19, temos de ter cuidado, tal como no cancro da mama, em que se tem de fazer rastreio. Esta prova pretende mostrar às mulheres portuguesas que não podem fugir ao rastreio", disse.
As inscrições na corrida, agendada para 12 de setembro, às 10h30, com partida em Santos e a meta junto à Torre de Belém, estão disponíveis no sítio oficial da prova na Internet, sendo gratuitas para mulheres que têm ou já tiveram doenças oncológicas.
De acordo com o protocolo de saúde, será exigida a apresentação do certificado digital de vacinação ou de um teste negativo ao novo coronavírus no levantamento dos dorsais e "kits" de participação, enquanto a partida será efetuada em blocos de 200 pessoas, número que Carlos Móia espera ver aumentado em provas vindouras.
"Na maratona de Berlim, houve quatro blocos de 5.000 pessoas. Temos de caminhar para isso, para ter blocos maiores nas provas de outubro ou novembro", frisou.
Nas 14 edições anteriores, o Maratona Clube de Portugal doou um total de 800 mil euros à Liga Portuguesa contra o Cancro, tendo cerca de 200 mil mulheres a participar na prova, que, este ano, terá desafios novos, dirigidos a familiares, a amigos e a empresas, em grupos de dois ou três corredoras, com prémios para cada categoria.
