
Marta Kostyuk
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Atingiu a quarta ronda do Open da Austrália de 2018 com apenas 15 anos, tornando-se a mais jovem a fazê-lo desde a suíça Martina Hingis, em 1996
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A tenista ucraniana que recusou estender a mão e cumprimentar a bielorrussa Aryna Sabalenka, após a final do torneio WTA de Brisbane, não é só uma acérrima defensora do seu país de origem, como também chegou a desafiar Novak Djokovic. Foi no estalar da invasão da Rússia à Ucrânia que condenou o sérvio por se deixar fotografar com adeptos "russos muito agressivos", acrescentando ter "vivido isso com essa gente na primeira pessoa", referindo-se a "situações penosas e que levam ao ódio".
No passado domingo, Marta Kostyuk não cumprimentou a número um mundial ao cabo da final perdida para Sabalenka, cujo país, a Bielorrússia, é aliado da Rússia, e explicou: "Jogo todos os dias com o coração apertado, há milhares de pessoas na Ucrânia neste momento sem eletricidade e água quente, estão vinte graus negativos e é muito doloroso viver esta realidade todos os dias". Nas redes sociais, alguns seguidores acusam Kostyuk de conduta antidesportiva, e a resposta é: "As palavras que partilhei após o encontro provocaram muitas reações, mas para mim é uma escolha consciente continuar a lembrar as pessoas do que a Ucrânia e os seus cidadãos estão a passar".
Questionada a propósito do gesto de Kostyuk, que também se recusou a posar na foto oficial das finalistas, Sabalenka começou por ser lacónica: "É a posição dela e não me incomoda". Perante a insistência, adiantou algo mais: "O que posso fazer em relação a isso? Não me importo. Quando estou no court, só penso em ténis. Não importa se é a Jessica Pegula [norte-americana] ou Marta Kostyuk do outro lado. Estou no court para dar o meu melhor e lutar pelo troféu. Não tenho nada para oferecer".
Ambas disputam, na próxima quinzena, o Open da Austrália e, enquanto a bielorrussa procura o terceiro título, a ucraniana tenta comprovar que um recorde de precocidade, em 2018, não foi obra do acaso. No Grande Slam australiano, atingiu a quarta ronda com apenas 15 anos, tornando-se a mais jovem a fazê-lo desde a suíça Martina Hingis, em 1996.
