Carina Paim e a final em Tóquio: "Queria ter feito mais, mas faltou-me ritmo competitivo"

Carina Paim, atleta paralímpica portuguesa
LUSA
Portuguesa, de 22 anos, percorreu os 400 metros na final dos Jogos Paralímpicos em 58,83 segundos, e ficou a um lugar da medalha de bronze
A atleta Carina Paim admitiu, esta quarta-feira, que "gostava de ter feito mais" na final dos 400 metros T20 dos Jogos Paralímpicos Tóquio'2020, que terminou na quarta posição, mas frisou que não dispôs do andamento necessário.
"Não saio totalmente satisfeita, gostava de ter feito mais, de chegar o mais próximo possível do meu recorde nacional (57,29 segundos)", afirmou a atleta após a final, disputada sob chuva, no Estádio Olímpico de Tóquio.
Carina Paim, de 22 anos, percorreu a distância em 58,83, melhorando a marca da eliminatória (59,43), após a qual tinha admitido o desejo de lutar pelo bronze, consciente de que as medalhas de prata e ouro estavam entregues a atletas mais rápidas.
A atleta de Lagos, que já marcou presença nos Jogos Rio2016, confessou que na eliminatória, disputada na segunda-feira, e na final de hoje viu "uma luzinha" para poder melhorar o seu recorde nacional, feito que acabou por não conseguir.
"Tendo em conta a época que tive, e estes três anos, que foram muito duros para mim, faltou-me um bocadinho de ritmo competitivo", afirmou, desvalorizando o facto de a prova ter sido disputada sob chuva: "Em Portugal, fartamo-nos de treinar à chuva".
A prova, tal como a eliminatória, foi claramente dominada pela norte-americana Breanna Clark, que hoje melhorou o recorde mundial, que já lhe pertencia, ao cronometrar 55,18 segundos.
Breanna Clark, a única a correr no segundo 55, repartiu o pódio com a ucraniana Yulia Shuliar (56,18) e com a brasileira Jardénia Silva (57,43), medalhas de prata e bronze, respetivamente.
Sandro Baessa mostrou-se surpreendido e "muito feliz" por ter conseguido bater o recorde nacional na final dos 400 metros T20, que terminou na sétima posição.
"Estou muito feliz, estava à espera de bater o meu recorde pessoal, mas não o nacional", disse o atleta, que correu em 48,79, fazendo cair a marca de 49,49, que pertencia a Gracelino Barbosa.
Baessa, que em Tóquio vai ainda disputar a prova dos 1.500 metros T20, considerou que a final, ganha pelo francês Charles Kouakou, "foi muito dura" e prometeu mais trabalho no futuro.
"Vou continuar a trabalhar para melhorar mais e mais, quero melhorar a minha marca pessoal, para isso é preciso treinar cada vez mais", afirmou o atleta do Clube de Futebol de Oliveira do Douro.
O francês Kouakou, que arrecadou o ouro com o tempo de 47,63, partilhou o pódio com o venezuelano Luís Bolívar (47,71) e com o britânico Columba Blango (47,81), medalhas de prata e bronze, respetivamente.
