Capitã da Seleção feminina de polo aquático: "Custa sempre dizer o adeus..."

Seleção feminina de polo aquático
LUSA
Declarações na zona mista após o jogo Alemanha-Portugal (13-12), de atribuição dos 11.º e 12.º lugares do Campeonato da Europa feminino de polo aquático, disputado esta segunda-feira no Complexo Olímpico de Piscinas do Funchal
Leia também Eustáquio saiu da convocatória e ultima saída do FC Porto: o destino e pormenores do negócio
Inês Nunes (capitã de Portugal, fez o último jogo da carreira): "Não vamos levar daqui o resultado, que não é o que queríamos, mas o enorme jogo que a equipa fez. Deram todas o que tinham, queriam dar-me a vitória. Não preciso, fico feliz por tudo o que fizeram, estou muito orgulhosa do que fizeram. Vou com sentimento de dever cumprido, acima de tudo tranquila. São muito novas, têm muito para crescer, e têm tudo para evoluir. Acredito muito nelas. Custa sempre dizer o adeus, mas era o momento certo, já tinha isto definido. Já era para ser antes, mas fui sempre mais um bocadinho. Vou muito contente, de coração cheio. Só tenho de agradecer a todos os que me acompanharam neste percurso. O que levo disto tudo são as pessoas, os momentos bons que se sobrepõem a todos os momentos maus. O desporto de equipas é isto, levarmos as pessoas connosco, este espírito de sacrifício e união. Vou muito contente. (Sobre a surpresa da equipa) Não esperava, de todo. Apanharam-me desprevenida, mas elas são assim, conseguem surpreender quando não estamos à espera. São muito novas, muito vivaças. Embora digam que sou a irmã mais velha, sinto-me parte delas, acolheram-me extraordinariamente bem. Só tenho orgulho nelas".
Maria Machado (jogadora de Portugal, autora de cinco golos): "Demos tudo o que tínhamos. Queríamos sair com uma vitória, por nós e pelo último jogo da Inês Nunes. Foi um jogo muito emotivo. Queremos sempre ganhar. Ao final, quando os árbitros não nos ajudam, é muito complicado. Mas demos tudo. Mostrámos que podíamos ficar em 12.º como em nono. As coisas são assim. Levamos daqui uma experiência incrível, é um Europeu sénior, e toda a experiência de jogar aqui, com adversárias difíceis, as melhores do mundo, porque jogámos com Hungria e Espanha. Pela Inês, levamos uma grande amizade. É um símbolo de liderança, força e uma melhor amiga. (Ser a melhor marcadora de Portugal) Trabalhei muito para isto, como todas. Sou eu como podia ser outra qualquer. (Sobre o futuro da Seleção) Agora, o mais próximo objetivo é a Taça do Mundo, e vamos sem a Inês, mas sensivelmente a mesma equipa, se calhar com jogadoras mais jovens. É seguir e trabalhar, já temos esta experiência. Temos de continuar, como todas as camadas jovens. Os jovens são o futuro da Seleção".

