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Oito anos depois, Portugal regressa a Ljubljana, onde conquistou o primeiro título, para tentar um inédito tricampeonato. Itália é o adversário na estreia, marcada para as 13h30. A seleção tem hoje pela frente um adversário que também já conquistou dois títulos europeus. Polónia e Hungria são os restantes adversários do grupo. Todavia, Jorge Braz assume que "a questão-chave é Portugal".
A Seleção Nacional de futsal faz este sábado (13h30) a estreia no Campeonato da Europa, frente à Itália.
Com sede na Eslovénia, Letónia e Lituânia, o Europeu deste ano inicia-se num palco de boa memória para os portugueses: Ljubljana, capital eslovena na qual Portugal conquistou o primeiro Europeu da sua história, em 2018, e na qual jogará toda a fase de grupos. Oito anos depois, a equipa comandada por Jorge Braz é agora bicampeã europeia, com os olhos postos no "tri" - conquistou um Mundial pelo caminho -, o que faz com que as esperanças lusas sejam grandes, apesar de um Grupo D exigente em que, para além dos italianos, Portugal defrontará Polónia e Hungria.
O selecionador nacional, contudo, assume que "a questão-chave é Portugal", garantindo que hoje "não vai haver distrações". "Todos os jogos em que entramos é para vencer, especialmente numa fase final. Queremos começar bem e queremos ter nove pontos no final do grupo", começou por dizer Jorge Braz, apesar dos elogios à Itália. Tem grande maturidade competitiva, com jogadores experientes que já venceram muito na carreira. Vão obrigar-nos a estar ao nosso melhor nível", admitiu. "Vejo toda a equipa feliz, focada no processo e no trabalho. Entre quem entrar não vai haver problema", rematou, assumindo estar "muito satisfeito" com o "compromisso" dos jogadores.
Por sua vez, Afonso Jesus, fixo/ala do Benfica, destacou "uma preparação muito bem conseguida". "Preocupamo-nos essencialmente com o nosso nível. Cada um de nós estará a dar o seu melhor", disse, frisando a "humildade" de toda a seleção. "As grandes equipas formam-se muito aí, no que fazem diariamente. Essa é a chave da nossa seleção, o orgulho que temos nas pessoas ao nosso lado", refletiu.
Velho conhecido do outro lado
Frente à Itália, a Seleção Nacional terá pela frente um jogador conhecido do campeonato português: Alex Merlim, ala do Sporting, clube que já representa há dez temporadas. O experiente jogador leva 439 jogos pelos leões, nos quais apontou 225 golos, e vai encontrar os colegas de equipa Bernando Paçó, Tomás Paçó, Diogo Santos e Pauleta. Merlim, de 39 anos, tem um total de 36 trofeús conquistados na sua longa carreira, dos quais 31 foram ao serviço da equipa portuguesa, destacando-se as duas Ligas dos Campeões (2018/19 e 2020/21).

