
Foteini Tricha
Comité Olímpico da Grécia
Melhor do mundo em 2025, Foteini Tricha está focada nas medalhas no Europeu de polo aquático que arrancou na Madeira.
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A grega Foteini Tricha, eleita em 2025 como a melhor jogadora de polo aquático do mundo, está no Funchal focada no pódio do Campeonato da Europa, que arrancou esta segunda-feira na ilha da Madeira.
"Estamos entusiasmadas, como equipa, para os próximos jogos. O nosso objetivo é chegar ao mais alto nível de performance. As medalhas são a meta esperada, e chegando aí vamos apontar ao mais alto possível. O que vier, veio", assume, em entrevista à Lusa.
Aos 20 anos, Tricha é a mais jovem de sempre a vencer o Prémio Total para jogadora do ano, e também a primeira representante da Grécia, que em 2025 se sagrou campeã do mundo, em Singapura, com a avançada à cabeça, como melhor marcadora, com 25 golos.
Entre esses, um "hat-trick" na final, vencida frente à Hungria (12-9), cimentou o papel da jovem no panorama mundial do polo aquático, tendo também vencido a Taça do Mundo pela seleção e conquistado um bronze pelo Olympiacos na Liga dos Campeões europeus de clubes.
Como figura maior de uma das candidatas ao título, a jovem grega não esconde que, no arranque, na manhã de hoje, esperavam "uma vitória fácil", ante a Eslováquia, mas o triunfo folgado por 24-7, em que apontou três golos, esconde "alguns erros", revalidando a necessidade de "foco jogo a jogo, em cada oponente específico".
O Europeu, disputado no Complexo Olímpico de Piscinas do Funchal, é um primeiro "miniobjetivo" a caminho de Los Angeles'2028, uns Jogos Olímpicos a que querem "não só ir e jogar bem, mas apontar alto".
De resto, quer o cetro europeu, quer o ouro olímpico são as duas grandes distinções internacionais que faltam à Grécia, um dos países históricos da modalidade - no Campeonato da Europa, foram finalistas vencidas por quatro vezes, a última delas em 2022, e nunca ganharam o torneio.
Na Madeira está uma seleção que combina jogadoras "mais experientes e mais novas", as últimas parte de uma nova geração que não só 'devolveu' a Grécia aos Jogos Olímpicos, em Paris2024, como conquistou o título mundial para confirmar a existência de nova 'potência' continental, a par da Espanha, campeã olímpica, da Hungria, "vice" mundial, e Países Baixos, detentoras do título europeu. "É uma grande sensação integrar esta equipa. Sinto que temos realmente um plano, trabalhamos em coisas específicas, e é muito importante saber que todas estão focadas no que têm de fazer. Penso que a nova geração que está a assumir mais, o núcleo da equipa, tem muita qualidade", afirma.
Os Jogos Olímpicos, não esconde, estão "na cabeça de toda a gente". "Tudo o que fazemos é com esse objetivo em mente", vincou.
A conquista do maior galardão individual da modalidade a nível mundial em 2025 deixou-a "surpreendida, mas feliz", mas "esse ano já acabou, esses torneios acabaram". "Tenho de continuar a treinar, porque os próximos objetivos estão sempre a vir, e tudo acontece tão rápido... deixei isso para trás, já, mas dá-me motivação para continuar", assume.
Essa distinção, considera, é mais "resultado de tudo o que a equipa tem trabalhado", mesmo que qualquer jogadora queira "melhorar e ter sucesso individual". "Quero provar-me a mim mesma, e à minha equipa. Penso na minha performance, que é o que posso controlar, mas não ficarei satisfeita se jogar muito bem e a equipa perder. O meu principal objetivo é ajudar a equipa", acrescenta.
Depois do triunfo a abrir o Grupo A, a Grécia volta à piscina na terça-feira para defrontar a França, que hoje bateu a Alemanha (13-11), seguindo-se as alemãs, na quinta-feira, a fechar a primeira fase do torneio.

