
Pirotecnia no jogo de futsal entre o Sporting e o Benfica
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PSP deteve 124 adeptos por confrontos físicos e uso de pirotecnia antes do jogo de quinta-feira
A Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE) reagiu aos incidentes ocorridos antes do dérbi de futsal entre o Sporting e o Benfica, na quinta-feira, que resultaram em 124 detenções na sequência de confrontos físicos e utilização de artigos pirotécnicos.
"A pirotecnia legal, produzida e comercializada em Portugal por empresas devidamente licenciadas, cumpre rigorosos padrões de fabrico, certificação e controlo. A sua comercialização e manuseamento obedecem a procedimentos estritos definidos por lei, incluindo regras específicas de armazenamento, transporte e venda. É essencial distinguir entre o uso irresponsável de um artefacto e o setor que o fabrica e comercializa dentro da legalidade. Mais, não se pode confundir a atividade regulada das empresas do setor com comportamentos individuais ilegais", lê-se na nota, que sublinha ainda que "a quase totalidade dos artefactos utilizados em contextos de violência associada ao desporto não corresponde a pirotecnia adquirida nos canais legais em Portugal".
"Trata-se de produtos importados à margem da lei, sem certificação, sem controlo e sem quaisquer garantias de segurança. A defesa da segurança pública passa pelo combate firme ao comércio ilegal e pela responsabilização de quem utiliza artefactos de forma indevida, não pela estigmatização de um setor que cumpre a lei, investe em segurança e colabora ativamente com as autoridades", acrescentou a associação.

