
Portugal foi vice-campeão no primeiro Mundial feminino de futsal e Ana Catarina Pereira foi protagonista
FPF
Guarda-redes foi considerada a melhor do primeiro Mundial de futsal, onde Portugal foi vice-campeão, mas destaca-se noutras áreas. Sócia de uma empresa de eletricidade e manutenção industrial, com o pai, a guarda-redes distingue-se nos investimentos financeiros. Licenciar-se em Gestão Desportiva faz parte dos planos.
Aos 33 anos, Ana Catarina Pereira é um dos grandes nomes do futsal mundial e venceu a Luva de Ouro no primeiro Campeonato do Mundo feminino, onde Portugal foi vice-campeão, após ter perdido a final diante do Brasil (3-0). O troféu individual somou-se a muitos outros, já que a guarda-redes do Benfica foi distinguida quatro vezes pela Futsal Planet Awards como a melhor do mundo na sua posição.
Após vários anos na natação, a influência do pai, que jogou futebol no Alhandra, na 3.ª Divisão, levou-a a ingressar no futsal do Vilafranquense, clube da terra natal, aos 12 anos, e na época seguinte foi recrutada para o plantel sénior do Benfica, apesar de ainda ser muito jovem. Crescer com as mais velhas exigiu esforço. Os pais levavam-na aos treinos em Lisboa e só regressavam a Vila Franca de Xira depois da meia-noite para que pudesse conciliar a escola e o desporto.
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Pelo Benfica, conquistou todos os títulos nacionais: campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças como peça-chave na hegemonia encarnada no futsal feminino português. Viveu também uma experiência no estrangeiro, ao serviço da Lazio, em Itália, mas regressou por motivos familiares e voltou a ser protagonista em Portugal, onde soma mais de uma década a defender as redes do clube da Luz com distinção.
Fora das quatro linhas, Ana Catarina é sócia de uma empresa de eletricidade e manutenção industrial com o pai e faz investimentos financeiros, do mercado cambial às criptomoedas, tendo estudado finanças e trabalhado na banca, antes de se focar no futsal. Planeou ainda licenciar-se em Gestão do Desporto, aliando a formação académica à experiência de alta competição. Por agora, a guarda-redes continua a abrir caminho para o futuro do futsal feminino, que segue em notório crescimento.
