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André Vidigal / Global Imagens
O Paris-Nice que amanhã arranca para a estrada marca a estreia do português numa das provas de maior prestígio do mundo, na qual será um dos "protegidos" da equipa nas tiradas de montanha
Amaro Antunes está entusiasmado e motivado com a primeira participação no Paris-Nice, uma "corrida mítica e com bastante prestígio, quase ao nível do Tour a nível de mediatismo". Não é por acaso, aliás, que chamam "mini Tour" a esta clássica, que arranca amanhã, da região parisiense, e se prolonga até ao outro domingo. "É uma experiência nova e vai dar para perceber com estou em relação aos grandes nomes. Vou com ambição, claro, e muito feliz por participar", confessa a O JOGO o ciclista da CCC Team.
"O percurso é equilibrado e distribuído por todas as vertentes, da montanha às etapas planas e ao contrarrelógio. Mas é uma prova muito dura e os dois últimos dias serão certamente os decisivos", argumenta Amaro Antunes, referindo-se à alta montanha a caminho de Nice.
Mas há também um crono de respeito e "médias montanhas capazes de fragmentarem logo o grupo". A CCC, garante o corredor português, encara a prova com "toda a responsabilidade, se calhar uma responsabilidade ainda maior por ser uma corrida World Tour, e vai querer posicionar-se entre os melhores".
O diretor Piotr Wadecki aposta em Jakub Mareczko para chefe de fila e aponta Amaro Antunes e Vitor De La Parte como "os protegidos" para tentar um triunfo na montanha.
Na opinião de Amaro, que viajou sexta-feira para Paris, o favoritismo passa por Quintana, Kelderman e Simon Yates, advertindo que a "Astana está com uma superequipa e tem ganho várias corridas". Em termos pessoais, digerida a presença na Volta ao Algarve, onde conquistou o 8.º lugar final, garante que o Paris-Nice faz parte dos "objetivos principais da época" e promete "total determinação, como sempre", ambicionando lutar pela vitória numa etapa, depois de ter efetuado treinos específicos nos últimos dias, em estradas algarvias.
