
Seleção germânica venceu a Espanha na final do Europeu e conquistou o título pela segunda vez na sua história
A Alemanha conquistou o seu segundo título europeu de andebol, após bater a favorita, mas irreconhecível, Espanha, por 24-17 (10-6 ao intervalo), em Cracóvia, na Polónia.
Depois dos espanhóis terem vencido os alemães por 32-29 na abertura do Europeu, o desempenho do conjunto ibérico na final acabou por ser pobre.
A Alemanha esteve sempre na frente, sendo que o primeiro golo espanhol de bola corrida surgiu apenas aos 11m40s, na altura a reduzir para 5-2.
O guarda-redes Wolff exibia-se a um nível incomparável (Sterbik não conseguiu a mesma eficácia) e a Alemanha tinha ainda o condão de marcar várias vezes em inferioridade numérica, perante um adversário que perdia diversas bolas fáceis.
A possante e agressiva defesa germânica fez o resto, eclipsando o ataque rival.
O descanso podia servir para serenar o jogo da Espanha, que ainda estava mais do que a tempo de reverter o destino a seu favor, mas sofrer dois golos consecutivos logo na abertura deixou-a a seis golos, a maior diferença até então.
Confiante, e com tudo a sair-lhe bem, a Alemanha nunca permitiu qualquer aproximação, enquanto a Espanha desesperava por soluções que exigiam a cabeça fria que não teve, pelo que se revelou impotente para reentrar na discussão do resultado.
Kai Häfner foi o melhor marcador do desafio, com sete golos, seguido do espanhol Raul Entrerrios, com cinco.
Com este triunfo, a Alemanha passou a somar dois títulos europeus (2004 e 2016), três mundiais (1938, 1978 e 2007) e um olímpico (1936).
A equipa germânica sucede à França na conquista do ouro, sendo que a seleção gaulesa não foi além do quinto lugar, depois de ter vencido a Dinamarca por 29-26.
A Espanha, ao ser derrotada na final deste Europeu, disputado na Polónia, conquistou pela quarta vez a medalha de prata, subindo a um pódio que fechou a Croácia, seleção que venceu a Noruega por 31-24.
Jogo disputado no Tauron Arena, de Cracóvia, Polónia.
Alemanha-Espanha, 24-17.
Ao intervalo: 10-6.
Sob a arbitragem de Martin Gjeding e Mads Hansen (Dinamarca), as equipas alinharam e marcaram:
Alemanha (24): Wolff, Reichmann (3), Wiede, Pekeler (2), Lemke, Fath (3) e Dahmke (4). Jogaram ainda Lichtlein (gr), Sellin (1), Strobel (1), Schmidt (1), Hafner (7), Kuhn (1), Ernst, Pieczkowski e Kohlbacher (1).
Espanha (17): Sterbik, Víctor Tomás (4), Maqueda, Raúl Entrerríos (5), Antonio García (2), Rivera (1) e Aginagalde. Jogaram ainda Pérez de Vargas (gr), Gurbindo, Ugalde (1), Cañellas (1), Morros, Baena, Guardiola, Del Arco e Dujshebaev (3).
Marcha do marcador: 1-0 (5 minutos), 5-1 (10), 7-2 (15), 8-4 (20), 8-5 (25) e 10-6 (intervalo) 12-7 (35), 14-8 (40), 16-9 (45), 18-12 (50), 22-14 (55) e 24-17 (Final).
Assistência: cerca de 15.000 espetadores.
