
Miguel Oliveira lamentou os problemas com a aderência traseira da mota, mas já está com os olhos postos na Argentina.
Depois de ter partido da quarta posição, Miguel Oliveira terminou em quinto lugar a corrida de Moto2, do Grande Prémio do Catar, primeira prova do Mundial de motociclismo de velocidade de 2018, em Doha.
O piloto português arrancou bem da grelha de partida, mas ao chegar à primeira curva do traçado, teve um erro de travagem que o empurrou para o oitavo lugar.
Devido à baixa temperatura e ao vento, o piloto da KTM teve problemas de aderência traseira ao longo de toda a corrida.
"Foi um fim de semana complicado, tivemos sempre dentro do Top 5, o que foi positivo, mas na corrida acabámos por sofrer muito com a parte traseira da moto. Não estava à espera que a moto deslizasse tanto como deslizou", começou por explicar Miguel Oliveira.
"Estou desapontado com isso, porque, se tivéssemos uma melhor aderência atrás conseguiríamos, sem dúvida, estar com os pilotos da frente. Mas, bom, temos algo para trabalhar e agora temos duas semanas para pensar na corrida que fizémos e voltar mais fortes na Argentina", continuou o piloto, natural de Almada.
Miguel Oliveira explicou ainda qual o objetivo para a segunda ronda do Campeonato do Mundo de Motociclismo, de 6 a 8 de abril, na Argentina: "O objetivo é poder melhorar esta parte que nos falta na moto. A combinação de pneus muito duros e a descida da temperatura fez-nos ir perdendo aderência; ainda assim, terminar em 5º lugar foi positivo e é um começo sólido deste longo campeonato".
Recorde-se que na época passada, o piloto português ficou em 2º lugar, conquistando o primeiro pódio do ano, na Argentina.
