"A vida não é o Excel, no Excel é mais fácil, mas isto é a vida e não foi o que nós queríamos"

Carlos Resende, treinador da equipa de andebol do FC Porto (Créditos: Ivan Del Val/Global Imagens)
Carlos Resende falou a O JOGO após a vitória na Póvoa de Varzim e abordou a Liga dos Campeões
De regresso a um pavilhão que traz muitas e boas memórias a Carlos Resende - “É um prazer jogar na Póvoa de Varzim, onde tive imensas alegrias como atleta do FC Porto e depois também como treinador do clube. Sempre me senti muito bem, é acolhedor, lembro-me de eventos das Seleções, campeonatos que aqui foram decididos para o FC Porto”, recordou - o técnico dos azuis e brancos explicou a O JOGO a gestão que fez do plantel na vitória sobre os poveiros, por 32-23, deixando Nikola Mitrevski, Fábio Magalhães, Daymaro Salina e Antonio Martínez fora da convocatória.
“Temos muitas competições, nos primeiros dois meses levávamos 18 jogos, o que dá uma média de nove por mês e há um conjunto de jogadores que normalmente têm mais minutos. Atendendo à valia do plantel, jogaram outros que, se estão connosco, é porque têm qualidade”, referiu, continuando a explicação: “Nada acontece descontextualizado, houve jogos para trás, haverá jogos para a frente e nós temos de tomar essas decisões em função do que aconteceu para trás e do que que aí vem, das dificuldades que virão no futuro. A gestão que se faz tem isso em consideração”.
Resende, que entre a partida da Póvoa teve a receção ao Montpellier (quinta-feira) e vai visitar o GOG, à Dinamarca, amanhã, falou em concreto da Liga dos Campeões e do que custaram as derrotas com os franceses, em especial a verificada no jogo do Dragão Arena. “Chateiam, claro. A mim, à equipa, a toda a gente. Mais a segunda, porque sentimos que podíamos ter ganho e, se assim tivesse sido, estaríamos numa posição muito mais confortável, mas o desporto tem destas coisas. A vida não é o Excel, no Excel é mais fácil, mas isto é a vida e não foi o que nós queríamos”, referiu, garantindo que “o FC Porto está em busca do mesmo”. “Lá está, se tivéssemos ganho ao Montpellier, conforme queríamos, estávamos muito mais próximo de o conseguir, mas estamos na luta”, assegurou sobre o apuramento para o play-off da Champions.

