
Fábio Poço/Global Imagens
Na final, frente ao Benfica, Hélder Nunes abriu caminho para a conquista da Taça de Portugal. Ontem viu o troféu entrar no museu do FC Porto. Hoje segue para a Seleção Nacional.
Um dia depois de ter levantado a Taça de Portugal em Ponte de Lima, Hélder Nunes viu-a entrar no museu do FC Porto. Ao lado dos colegas, e numa cerimónia em que Pinto da Costa dirigiu à equipa palavras elogiosas e de incentivo, o médio estava feliz. "Foi um momento para recordar", atirou, explicando que a Taça "foi a melhor maneira de acabar a época" e "com uma seca" de três anos, frente a "um rival especial, que tem uma excelente equipa". E refere: "Na Luz, não tivemos sorte e, se calhar, ela apareceu agora neste jogo."
Em sintonia com Edo Bosch, guarda-redes que está de saída após 18 anos de azul e branco e que na véspera previu um futuro recheado de conquistas portistas, o médio negou-se a usar o termo "salvar uma época" e explicou: "Foi bom termos conquistado um título numa época em que o Sporting ganhou um [Supertaça], o Barcelos outro [Taça CERS] e o Benfica dois [campeonato e Liga Europeia]. A Taça serviu para marcar território." "O Edo já disse tudo: esta Taça é a pedra de toque para uma montanha de títulos que vamos conquistar. Foi bom para nós enquanto equipa. Foi bom para a parte psicológica e física, porque foi um descarregar de energias," sublinhou, insistindo: "A Taça chegou depois de termos falhado os nossos principais objetivos, campeonato e Liga Europeia, e por isso era também uma motivação extra, uma vez que somos uma equipa jovem, com garra, que queria muito que o Edo se despedisse com uma vitória."
E assim foi: o adeus de Bosch foi mesmo feito em festa. "As despedidas são sempre duras. Aconteceu também com o Reinaldo. Ele e o Edo são ícones do clube. Nunca é fácil sair do clube do coração, mas são decisões que não são nossas. Temos de respeitar. Terão sempre um lugar no clube e no coração dos adeptos", anotou, adiantando: "O Reinaldo, o Edo Bosch, o Pedro Moreira e o Caio são amigos que levo para a vida, que me ensinaram o mais importante, que é a maneira de estar, porque chegar a um grande clube é mais fácil do que nos mantermos nele." Esta foi a segunda Taça de Portugal ganha por Hélder Nunes, há quatro épocas de dragão ao peito. Para o ano, afiança, quer "mais".
