"Vai ser difícil repetir o resultado de há dois anos, mas estamos aqui para isso"

"Vai ser difícil repetir o resultado de há dois anos, mas estamos aqui para isso"
Redação com Lusa

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Alexandre Cavalcanti refere preparação "complicada" para o Euro'2022 e que o objetivo é ir "jogo a jogo".

O jogador Alexandre Cavalcanti considera que a preparação da seleção portuguesa para o Euro'2022 de andebol foi "complicada", devido a lesões e casos de covid-19, mas o objetivo passa por "encarar jogo a jogo".

"Vai ser difícil repetir o resultado de há dois anos [6.º lugar], mas estamos aqui para isso, para melhorar sempre. O primeiro objetivo é passar a primeira fase, que vai ser difícil, dado que estamos num grupo com excelentes seleções", considerou o lateral-esquerdo.

Portugal, que não pode contar com os lesionados André Gomes, Luís Frade, Pedro Portela e João Ferraz, está inserido no grupo B da fase preliminar, com sede em Budapeste, e tem como adversários a anfitriã Hungria, a Islândia e os Países Baixos.

"Temos que ir passo a passo, jogo a jogo, devagarinho, se queremos chegar longe, e é importantíssimo entrar a ganhar na primeira partida, difícil, com a Islândia [na sexta-feira]", adiantou o jogador do HBC Nantes, de França.

Alexandre Cavalcanti, de 25 anos e que foi afastado dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, no verão de 2021, devido a uma lesão no tornozelo, recordou que Portugal já defrontou várias vezes a Islândia nos últimos anos, com vitórias e derrotas para ambas as seleções.

"Conhecemos muito bem esta equipa, tal como eles nos conhecem a nós devido ao passado recente. Este país [Islândia] tem uma grande tradição no andebol e, tipicamente, boas prestações nas provas em que participam", referiu.

Cavalcanti considera a Islândia uma seleção "muito forte e rápida ofensivamente", pelo que Portugal tem que estar muito atento, adiantando que a equipa islandesa conta com um treinador bastante experiente bem como com o "capitão" Aron Palmarsson, que "é uma peça fundamental no seu ataque".

"Eles têm sempre boa equipa e vai ser um jogo difícil e importantíssimo para nós. Temos que entrar a ganhar", reforçou o lateral, que em dezembro de 2021 conquistou a Taça da Liga francesa.

A anfitriã Hungria é outro adversário na luta pela passagem à fase principal e conta com algumas caras conhecidas dos portugueses, como é o caso do treinador do Benfica Chema Rodriguez e ainda Roland Mikler, Bence Bánhidi, Richard Bodó e Miklós Rosta, que jogam com Miguel Martins no Pick Szeged.

"A Hungria tem uma grande seleção e excelentes jogadores, o que contribuirá para que seja uma batalha bastante difícil para nós. Jogámos contra eles no último Europeu, onde tivemos uma boa vitória, mas não podemos contar com isso para este jogo, pois, tal como nós evoluímos, eles também o fizeram e acredito que hoje estejam mais fortes do que estavam há dois anos", disse.

Cavalcanti considera ainda que, para os húngaros, os jogos "terão um sabor especial", porque jogam frente ao seu público, que tudo fará para ajudar a equipa a chegar o mais longe possível, e Portugal terá que tentar reverter essa condição.

Em relação aos Países Baixos, o lateral esquerdo destacou "o cérebro" Luc Steins, adversário que já enfrentou por diversas ocasiões, já que joga no Paris Saint-Germain, mas reconheceu que esta seleção tem outras armas.

"Luc Steins é um jogador bastante rápido e imprevisível, que certamente nos irá causar muitas dificuldades, mas, como vimos na qualificação [em que os Países Baixos superaram a Polonia e a Turquia), a chave desta formação também passa pelo coletivo", defendeu Cavalcanti.