Portugueses extraordinários - 5.º lugar: Seleção Nacional de andebol, história logo em janeiro

Portugueses extraordinários - 5.º lugar: Seleção Nacional de andebol, história logo em janeiro
Rui Guimarães

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O JOGO selecionou 12 atletas e equipas como autores das maiores proezas do ano e os leitores votaram nas suas preferidas em www.ojogo.pt. A seleção portuguesa de andebol conquistou o quinto posto com 7,1 por cento dos votos.

Quase um ano depois, a ambição de Paulo Jorge Pereira de passar a primeira fase do Campeonato da Europa, ao qual Portugal chegou depois de uma ausência desde 2006, continua a ter a aparência de missão impossível. Afinal, não só foi cumprida, como a Seleção Nacional de andebol só parou no sexto lugar, a melhor classificação de sempre e que meses depois viria a valer o apuramento direto para o Mundial deste mês.
Se 14 anos antes Portugal fora 15.º e penúltimo, no Europeu repartido por três países - Áustria, Noruega e Suécia - tinha pela frente a França (seis vezes campeã do mundo, três da Europa e duas olímpica), a Noruega (anfitriã e finalista do Mundial de 2017) e a Bósnia Herzegovina, esta a mais acessível, mas só passavam os dois primeiros.

A verdade é que, a 10 de janeiro, a equipa das Quinas entrou de forma estrondosa, com a vitória sobre os gauleses, por 28-25. A seguir derrotou a Bósnia (27-24) e perdeu com a Noruega (28-34), mas a ambição do técnico já estava concretizada.

Portugal já era uma das sensações da prova quando abriu o "main-round", numa Malmo Arena com 10 135 espectadores e fez uma exibição de gala perante uma das melhores equipas da história: a Suécia foi batida, por... 35-25. Talvez por deslumbramento, seguiram-se derrotas com Islândia (25-28) e Eslovénia (24-29), mas novo triunfo categórico, frente à Hungria (34-26), apurou a equipa de Paulo Jorge Pereira, pela primeira vez na história, para a fase final de um Europeu. Uma seleção que teve Alfredo Quintana, Rui Silva e João Ferraz na eleição para o melhor sete (não foram escolhidos), acabou a disputar o quinto lugar com a Alemanha. Perdeu (29-27) e foi sexta, mas era a melhor classificação de sempre e fez aumentar as ambições para o Mundial do Egito, a partir de 13 de janeiro. "Queremos chegar às medalhas", diz Paulo Jorge Pereira. O melhor é mesmo acreditar.

Feito em 2020
Sexto lugar no Europeu, apuramento para o Mundial

Ambição para 2021
Chegar ao pódio do Mundial, apuramento para os Jogos