Da arbitragem aos atiradores: o jogo com a Suécia aos olhos de Portugal

Da arbitragem aos atiradores: o jogo com a Suécia aos olhos de Portugal

Jogadores da seleção portuguesa de andebol acreditam num grande resultado frente a uma seleção poderosa.

Os jogadores da seleção portuguesa de andebol manifestaram-se esta quinta-feira confiantes em vencer a anfitriã Suécia e "continuar em grande" no Euro2020, mas reconheceram que terão pela frente "um adversário fortíssimo" na estreia no Grupo II da ronda principal.

"Estamos preparados e confiantes. Temos vindo a fazer um grande Europeu, mas vai ser outro jogo duro, em que temos de estar muito bem, não podemos cometer alguns erros que cometemos com a Noruega. Temos grandes possibilidades de ganhar e continuar em grande neste Europeu", observou Pedro Portela.

O "descontrolo" emocional perante algumas decisões dos árbitros e erros de finalização na sua zona de ação foram algumas das causas apontadas pelo ponta direito para explicar a derrota por 34-28 com os noruegueses, no último encontro do Grupo D da ronda preliminar, disputado em Trondheim.

"Fizemos um percurso brilhante. Só temos de continuar a acreditar no que somos capazes de fazer e acho que amanhã [sexta-feira] vamos estar muito mais concentrados, não nos focaremos tanto nos árbitros, mas sim naquilo que temos de fazer", concordou Alfredo Quintana.

O guarda-redes alertou para os "bons atiradores" da Suécia, mas notou que "já está demonstrado que Portugal adapta-se bem a esse sistema de bons atiradores", assinalando que o jogo dos vice-campeões "não é tão rápido como o da Noruega".

"Estamos preparados, apesar de o último jogo não ter corrido como queríamos. Vai ser um jogo extremamente importante. Se conseguirmos ter uma defesa forte, com o guarda-redes que temos, e pararmos o contra-ataque deles podemos vencer", defendeu Alexis Borges.

O pivô, que, tal como Quintana, é natural de Cuba, não escondeu a "sensação incrível" de se estrear no torneio continental: "É o meu primeiro Europeu e estou muito orgulhoso de representar o país e continuar a fazer a história que temos feito e que acredito que não vai ficar por aqui".

Rui Silva tem a missão de "coordenar a equipa e levá-la pelo melhor caminho", defendendo que a "equipa das quinas' ainda tem "muito para dar" na competição, apesar de não perspetivar facilidades frente à seleção anfitriã.

"Estamos preparados e com muita vontade de ganhar, mas com a noção de que é difícil. A Suécia joga em casa e é um adversário fortíssimo", advertiu o central, que tem sido um dos jogadores em maior destaque ente os 18 convocados pelo selecionador Paulo Pereira.

Já o lateral direito Belone Moreira prefere "jogar com as melhores equipas": "A Suécia é uma grande equipa, do nível da Noruega, mas tem as suas debilidades e vamos tentar explorar isso e acredito que se estivermos no nosso máximo, poderemos vencer".

Após 14 anos de ausência, Portugal está a disputar pela sexta vez a fase final do Campeonato da Europa, no qual tem como melhor resultado o sétimo lugar alcançado em 2000, na Croácia, iniciando a participação na ronda principal na sexta-feira, frente à Suécia, em jogo com início às 20:30 (19:30 em Lisboa).

A equipa das quinas ficou integrada no Grupo II da ronda principal do Euro2002, em conjunto com Noruega, Hungria, Eslovénia (todas com dois pontos, conquistados nos jogos da primeira fase frente à outra seleção apurada), Suécia e Islândia (ambas em "branco').